O ideal é construir uma sociedade que viva a verdade do evangelho de Jesus de Nazaré. Uma sociedade justa, solidária, pacífica, que desfrute de seus direitos e cumpra seus deveres. Este espaço é um lugar de reflexão ao inconformismo. "Os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça" - Jesus de Nazaré
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
carnaval, copa e eleição...
Não é pessimismo, mas quando se vê um país onde moramos, que carece de condições básicas estruturais em áreas fundamentais já citadas, qual é o motivacional para festas e atos civis democráticos, que nos obrigam a acreditar que são democráticos?
O Carnaval é injetado na veia e logo passa o efeito... isso típico de quem não pensa no amanhã...
já dizia o poeta:
"A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim"
A Copa... é mais um alucinógeno... algumas semanas de emoção que pagamos muito caro para ter. Turismo? EM nosso país o mercado de turismo corre o risco de desaparecer, assim como desaparecem as bolsas, os bens pessoais e a vida de turistas que chegando aqui, e que não desejam mais voltar diante dos assaltos grotescos que são vitimados, isso se voltarem com vida para suas casas - a insegurança fez um gol em cima do turismo.. estamos perdendo o jogo. Um país para ter uma Copa, precisa, no mínimo, ter vencido outros campeonatos onde seus nacionais têm o que festejar. No entanto, sabemos que são os donos da democracia é quem vencem diante da imensa quantidade de dinheiro que levam... são estes os donos da bola..
A eleição... essa nem precisava ocorrer, pois, ninguém ganha exceto os que promovem campanha e vencem. A vida do brasileiro se não continua a mesma, regride muito, diante de tantas revelações que ocorrem no campo da desonestidade política que temos... aliás, esse campeonato já ganhamos muitas vezes, apesar de que os nobres governantes estejam sempre fantasiados de verdadeiros "pierrots" apaixonados pela nação, que sabemos, honestamente, que é puro disfarce...
Quem nos tornaremos após mais um carnaval que sempre nos leva às cinzas? Quem nos tornaremos após uma copa que termina em apenas um apito final, e a bola sumirá nas mãos de um juiz? Quem nos tornaremos após uma eleição repetidamente enfadonha, que tagarela os mesmos discursos evasivos e decorados (saúde, educação e empregos), que apenas são realidade demagoga? Na verdade, com otimismo incerto, continuaremos do mesmo jeito, clamando pelas mesmas necessidades básicas, tendo que limpar o lixo que os eventos deixam, uma vez que é esse o nosso direito - a democracia nos dá liberdade de visitarmos os lixos que sobram para a nação, as migalhas, enquanto que a mesa farta continua existindo nesse país, mas esse direito não nos dão...
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Brasil, o que dizer?
A imprensa brasileira tem muito o que mostrar, revelar, relatar, a respeito dos acontecimentos atuais... no entanto, pessoalmente, sinto cada vez menos incentivo em pensar sobre o nosso país...
Sinto-me um cidadão expatriado (exilado) em meu próprio país. Isso porque não mais me sinto à vontade onde nasci. Não por falta de direitos, pois os tenho todos, acredito...
Mas porque a insegurança de perspectiva me persegue. Não tenho a menor confiança em representações governamentais de situação, nem de oposição.
Vivo em um país que cresce naturalmente. O índice populacional vem aumentando cada vez mais. Tenho a sensação de viver em uma casa que não mais comporta os avanços de quem mora nela. A família aumentou, novas aquisições foram feitas, trocamos os móveis, compramos novos utensílios que casam com novas necessidades, enfim...assim é um país que persegue o desenvolvimento. No entanto, a casa continua a mesma... não há adaptações.
O Brasil quer competir com outros países que possuem líderes inteligentes...
O ex-presidente "Lula" enganou a todos os países estrangeiros, dizendo que o Brasil era confiável. Nossa economia está indo para o buraco, nosso quadro político não possui moldura e nem é pintado à óleo, mas é um rabisco de prisão com características de analfabetismo... sabemos jogar futebol (será?), mas não sabemos convidar os outros para jogarem em casa. Convidamos médicos de todos os países para trabalharem aqui, mas os daqui não tem como trabalhar... convidamos médicos cubanos para serem profissionais assistencialistas na saúde, por um salário que sustenta a pobreza de Cuba...sustentar a pobreza de Cuba é mantê-los na indignidade, enquanto que "Los Castros" continuam com seus charutos...
O que dizer? O que fazer? Os "Black Blocs" são verdadeiramente o problema do país? A violência nas cidades é verdadeiramente o problema do país? Ou pode-se dizer que verdadeiramente o problema do país é a mentira?
Sou enganado todos os dias em um país que nega a verdade, o respeito, e o direito de cada um...
A imprensa relata porque ela é paga para mostrar as notícias, porém, o cidadão comum, com significativa representação, perdeu o interesse em assistir os mesmos delitos...
terça-feira, 18 de junho de 2013
O Sr. Luis Inácio Lula da Silva encomendou a festa...
A festa está quase pronta e próxima de acontecer. O problema é que o povo brasileiro percebeu que não foi convidado para tal, e ainda por cima este mesmo povo pagou a festa na qual não poderá entrar.
Aumento nas tarifas de ônibus é o problema como degustação, é uma ponta de vários "icebergs"... o problema mesmo é o dinheiro rolando nos gramados. Investir em gramado esportivo é pouco inteligente para um país que ainda não amadureceu. Não sou anti-esportista, apesar de meus "quilinhos" a mais me condenarem, no entanto, é muito dinheiro para a construção de arenas que nos servem para diversão. O governo brasileiro precisa acordar que não somos movidos a circos. Somos carentes de questões básicas: saúde, educação, comida descente e oportunidades de trabalho, entre outras... questões primárias precisam ser resolvidas para que em seguida haja diversão.
O povo brasileiro acordou... não sei até quando fará efeito tal consciência, mas espero que se mantenha... pois com isso, assistiremos muitos "Sarneys" saindo pelos fundos do planalto, e isso expressa toda a culpa, toda irresponsabilidade política assumida; isso porque homens de cara limpa saem pela frente.
Assim é a politização no Brasil: corajosa, pomposa, cheia de promessas, de declarações de "novo tempo", enfim, conversas fiadas e sem ombridade. Mas a cultura política no Brasil não consegue se manter. Logo que assume, assume sua monstruosidade.
Está sendo bom. É bom ver tanta gente unida inconformada e incomodando. Quem sabe daqui alguns anos será mais fácil pagar uma passagem de transporte público, testemunhar muito dinheiro sendo aplicado nos campos da saúde, das escolas, onde aqueles que correm nesses campos (médicos, professores) tenham ótima contratações? Uma coisa é certa: os torcedores são numerosamente mais superiores. Quem sabe os cartolas da política brasileira perdem seus chapéus? Quem sabe não mais precisemos vaiar nossos governantes, enquanto o mundo assiste? Não sei se verei tal mudança, mas confesso: ver a cara de medo do Sarney................. e ver outros tentando se explicar............. não tem preço, custa mais caro que uma copa...
sexta-feira, 15 de março de 2013
Um Papa... Um pastor... um ditador...
quarta-feira, 6 de março de 2013
Royalties... eu também quero!
Royalty é uma palavra inglesa derivada da palavra "royal", que significa "aquilo que pertence ao Chefe de Estado, ou é relativo ao rei, monarca ou nobre Inventor, que se encontra sob a guarda do rei para o bem do Estado, por ser de real interesse deste e da Nação".
Fiquei pasmo quando presenciei o senador Renan Calheiros presidindo a reunião que vota "sim" ou "não" ao veto do governo federal, relativo a fornecer o direito a alguns estados de receberem dinheiro por motivo da extração de petróleo em alto mar, ou seja, na costa brasileira.
Primeiro porque Renan Calheiros já tem soado mal há tempo. Segundo porque essa história está deixando claro os interesses políticos dos Estados, em "meter" a mão no dinheiro.
O discurso é que não sendo vetado o direito dos royalties aos Estados, o povo, atentem bem a este pormenor, o povo obterá participação no lucro dos investimentos efetuados pela Petrobrás. Ora, isso é uma vergonha... Desde quando o povo participa de alguma operação governamental, seja federal, estadual ou municipal? É óbvio, é evidente que este dinheiro irá para os cofres particulares destes senhores inescrupulosos. São verdadeiros piratas que invadem o mar tentando demarcar território, para trazerem tesouros em suas próprias embarcações.
A costa brasileira é brasileira, e não fluminense, paulista ou capixaba. É o povo brasileiro, Deus queira, que está recebendo da Petrobrás os resultados de investimentos feitos em território marítimo, que até onde sei, é federal e não estadual. Não defendo o governo federal, até porque tenho minhas desconfianças também, no entanto, é ridículo ver governadores e amigos de governadores brigarem por direitos de dinheiro.
Será que o povo acredita mesmo que tal dinheiro irá ser compartilhado? Será que os governadores costeiros pensam que todos os brasileiros são idiotas em acreditar que tal dinheiro servirá mesmo para ser revertido em investimentos no Estado solicitante?
O ardor em apoderar-se de dinheiro público é tão grande que não há mais disfarces. Notamos claramente a obstinação de nossos governadores de praia em colocar as mãos no dinheiro. Uma federação deveria ter a obrigação de se portar com sinergia, buscando o bem comum a todos, e não defendendo os seus eleitores, que no fim da história, já sabemos que irão perguntar: "Cadê o dinheiro que foi aprovado pelo governo federal?" É óbvio que os governadores responderão que foi investido no Estado para bem da população. No entanto, na prática, não haverá nenhuma mudança no quadro caótico destes Estados que frustre nossa desconfiança; mas sim, assistiremos novamente uma nova modalidade de desvio de dinheiro federal que entra nos Estados, e que vira poeira, ou talvez, que se perdeu no mar mesmo... algum tubarão branco que veio e abocanhou.
Um brinde aos nossos piratas do Caribe. Eles exploram terra e mar, só falta o céu...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Bento XVI larga as redes...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Calheiros é exemplo para o Senado... a presidência lhe cai bem...
O ainda atual senador Renan Calheiros assume a presidência do senado - estamos em (01/02/2013), data de sua posse...
Em 2007 ele renunciou diante da pressão com base em evidências de corrupção. Hoje, 6 anos depois, ele retorna.
O que nos parece evidente é que o mundo político, mais precisamente o senado federal, possui dois mundos: o de fora, que somos nós - somos os que justificam a razão deles existirem, e o de dentro que são eles. O mundo de fora assiste. O mundo de dentro, o submundo, oculto, secreto e indecifrável por nada justificar, executa. O mais trágico é que o mundo de dentro é tão fechado que faz as suas próprias leis, possuindo sua própria moral. Isso significa que não há menor importância um senador acusado e comprovadamente culpado por seus atos contra os de fora, reassumir um posto que faz dele o representante de todos os que estão dentro. Na lógica social, quem vai à frente de um grupo é quem representa e reflete nitidamente as características, valores e caráter ideológico desse grupo. Isso nos faz concluir quem é o senado federal. Ele está bem representado. É uma representação honesta, porque reflete e expressa verdadeiramente a natureza moral e intencional que o mesmo carrega e sustenta.
É uma pena porque o mundo de fora, que somos nós, cidadãos civis, vivemos a democracia de assistir o autoritarismo maquiavélico e remanejado dos senhores do senado. Isso não é democracia. A luta pela democracia que tanto custou a muitos, é desconstruída pela imposição em insistir na impunidade. Democracia não é sinônimo de impunidade, talvez seja na senadoria.
Mas um país que deseja ser respeitado não permitiria que tal fatalidade ocorresse.
Lamentavelmente, enquanto houver decisões de tal natureza por parte desses representantes, ainda nos sentiremos mal representados. No entanto, sabemos que todos os cidadãos de bem em nosso país não combinam e nem afirmam a natureza lastimável e desonrosa que compõe o senado federal. Não somos concordantes com tais atos, nem correspondemos aos desumanos anseios que rondam tal grupo. Ainda que sejam eleitos e "colocados" nos seus devidos cargos, tal situação não representa verdadeiramente nenhuma ação majoritária popular que seja sóbria. Não é naturalmente ético ou racional que muitos sejam "colocados" por iniciativa popular natural. Da mesma maneira o mundo de dentro influi em suas próprias decisões, o mesmo também influi no mundo de fora de maneira duvidosa.
Nunca sejamos estes influenciados pelo mundo interno do senado ou de outra casa política. É sempre bom lembrar que no final das contas, a participação popular inicia o processo de um "cálice" posterior, onde apenas ouvimos e lemos que a corrupção preside a corrupção, que de certa forma, é a única coisa honesta que enxergamos.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Santa Maria chora...
Fomos testemunhas de uma tragédia lamentável. Porém, muitas famílias na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e outras localidades, foram vitimadas pela perda de seus jovens. Madrugada de sábado para domingo – 26 de janeiro de 2013.
Não devemos cair no jeito sensacionalista que a imprensa em nosso país utiliza para manter no ar ou nas páginas impressas, uma verdadeira desgraça. Mas é fato a fatalidade. No entanto, foi uma fatalidade com precedentes.
O poder público mais uma vez negligenciou suas obrigações. Na verdade, muitas das fatalidades que ocorrem em nosso país podem ser atribuídas ao poder público. Sim, porque existem situações previsíveis e não previsíveis. As que não se pode prever, choramos e lamentamos com dor solidária e consoladora. As situações que ocorrem com base na ausência de previsão, tornam-se produto da culpa de um estado ausente de cuidados e de cumprimentos de sua obrigação.
É muito fácil em nosso país burlar as condições legais que nos são impostas. Basta chamar para um café ou uma conversa à parte dos olhos testemunhais. Daí, todos fazem de conta que não viram e de que nada aconteceu. O poder público é responsável indubitavelmente por todas as situações catastróficas onde, inicialmente, poderiam ser evitadas caso o “café” ou conversas no canto fossem tão saborosas e convidativas.
Lugares públicos onde a situação de segurança e logística estão fora do padrão e da racionalidade, e que torna-se evidente perceber que poderia ser diferente caso não estivesse como estava, estariam distantes da zona de risco. Contudo, a história é sempre a mesma: “agora iremos utilizar este exemplo lamentável para que não se repita mais”... blá, blá, blá... acontece que o discurso é politico. A criminosa negociação fiscal é um fato. O descaso municipal é um fato ao quadrado. Todos os municípios estão aquém de cumprirem um discurso. No fundo, há irregularidades por todos os lados. E irregularidade é sinônimo de lucratividade na boca desses “elementos” políticos que fazem da coisa errada sua máquina andar. Se não houver irregularidades como haverá barganhas? Como haverá negociações paralelas que não precisam passar por nenhum relatório que registre um valor de multa justa aplicada a este ou àquele estabelecimento de toda ordem? Porém, a vereda da política tem como paisagem ao redor, cores acinzentadas que combinam com sujeira, ladroagem, e morte.
A negociação dos protegidos públicos que roubam o poder é mais preciosa do que a vida e segurança dos cidadãos. E isso parece não ter fim.
É hora de se construir mais presídios com nenhuma porta de saída ou emergência. Pois temos muitos nos poderes públicos e outros empreendedores, donos de casas e espeluncas com o “Kiss” (beijo) de morte, que possuem poderes próprios capazes de pisotearem a tranquilidade de muitos.
Todos precisam ser presos, a fim de inalarem a fumaça do castigo, da punição e da justiça que deveria lhes afogar.
Deus abençoe e console pais, tios, irmãos e amigos....
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Voto nulo, ou voto posteriormente anulado? - parte 2
Por fim...
Em vésperas de eleição nos municípios brasileiros... o caldeirão ferve!!!
Faltam 3 dias para a eleição... estão todos jogando alguns ingredientes no caldeirão - acreditando que sempre cabe mais uma palavrinha, um encontrozinho, uma conversinha com o grupo "x" ou "y", para reafirmar aquilo que se esgotou de tanto martelar...
Particularmente, sou parte da Igreja Cristã, na sua constituição legal, moral e espiritual, tendo o Cristo como base. E algumas coisas creio, pessoalmente, que não se tem coragem de assumir, como Igreja Cristã:
1- A Igreja do Cristo de Nazaré não apoia nenhuma forma de governo;
2- A mesma Igreja não necessita de apoio de nenhum e qualquer governo (poder público);
3- A Igreja fiscaliza, acompanhando e cobrando o poder público.
Pensando no primeiro item, a Igreja inaugurada por Jesus de Nazaré não tem vínculo que justifique apoiar nenhum tipo de governo, ainda que tal se diga da mesma Igreja de Jesus. O Senhor de Nazaré nunca, mediante as narrativas contidas nos evangelhos, vestiu camisa, manto, túnica, enfim, de nenhuma personalidade do poder - seja religiosa ou política. A relação de Jesus com a sociedade era de uma ação ativa que partia dele mesmo, não se utilizando poderes públicos para falicitar a mensagem do reino de Deus, que se constituiu desfigurado do sistema já vigente, no tempo de Jesus. O interesse de Jesus, legado à sua Igreja, era relativo a promoção da justiça entre os homens, sem que houvesse intermediários. Mas sim, que brotasse (a justiça, ações justas) da própria comunidade para fora de seu ambiente - o sentimento e atitude de ações justas, jorravam do meio da comunidade cristã - assim almejava Jesus...
Pensando no segundo item, a Igreja de Cristo não necessita de apoio ou ajuda de qualquer poder público, uma vez que a mensagem sobre atitudes justas parte da comunidade cristã. É a Igreja de Cristo quem entende e domina o que é melhor para o homem, para o povo. A Igreja de Jesus sabe qual deve ser o sentimento de bem-estar de um ser humano. Os valores do reino de Deus anunciados por Jesus não se apoiam nos discursos de poder, mas deveriam ser tais discursos carentes de propostas vindas da boca do Cristo, ecoadas da boca de sua Igreja. O próprio Jesus sendo julgado dispensou os favores do governador para libertá-lo da prisão, evitando a cruz. Jesus disse que o poder e o domínio da situação vinham de Deus.
Pensando no terceiro item, a Igreja é uma pedra no sapato do poder público. Ela não deveria se fazer de boba, concordante com tudo o que se faz e fala, mas ela deve levantar-se apenas para verificar se as pessoas estão sendo tratadas com respeito e com igualdade. Se tal situação acontece, Deus seja louvado, caso contrário, Deus precisa ser conhecido. Não se tem sentado na mesa para discordar do mal alimento, mas tem-se sentado às mesas para dividir o alimento ruim que o poder público tem oferecido. O profeta Elias não divide, nem compartilha do banquete com os profetas de Baal, no Antigo Testamento, mas aguarda de Deus o alimento justo, tendo autoridade posterior para discordar com quem não se sentou.
Não sejamos comprados por promessas de ajuda, ou por atenção prometida no futuro, mas sejamos frios. Para exigir respeito é necessário impor o mesmo. Sejamos como os profetas bíblicos no Antigo Testamento, que não aceitavam as barbaridades de seus reis, mas denunciavam suas ações e omissões. Imaginemos se tais profetas buscassem alianças com seus próprios reis? A justiça perderia vida, morreria para sempre dando a entender que Deus é indiferente se apenas nossos próprios interesses estão em jogo.
Comunidade evangélica, protestante, católica, não insistam em harmonizar um acorde que nunca seria formado, mas cantem a canção, solando se for possível, para que ao menos, nossas ações não sejam inacabadas.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Voto nulo, ou voto posteriormente anulado?
Existe uma forte campanha em favor do voto nulo, onde o eleitor anula seu voto com o dígito "0". Por outro lado, existe forte movimentação em favor do voto consciente, onde o eleitor escolhe em quem deve votar e o faz.
O problema é quando a gente pára pra pensar. Pensando, constatamos que o voto é obrigatório. Bem, numa sociedade quase que totalmente acomodada, ninguém sairia de casa no domingo para votar. Mas aí é uma questão de educação e formação política que nunca tivemos no Brasil, até porque não tinha ninguém pra ensinar na prática do exemplo - não serve apenas a teoria do caderno - um país não se forma apenas na cartilha, mas no caráter daqueles que colocam suas caras à tapa.
O maior de todos os problemas, ao meu ver, é quando percebemos que não há diferença nenhuma em "voto nulo", no momento do voto, e "voto anulado", quando passados alguns meses e anos, e seu voto não fez a menor diferença. Tive a sensação que meus votos foram sempre anulados. E dizer que é assim mesmo, ao menos faz mesmo que roube, é aceitar que votei no erro intencional - é como se... "vamos barganhar com o ladrão?!", ou: "pode levar moço, mas deixe algo bom, uma lembrança de que passou por aqui!" - falamos ao assaltante. Sim, porque um governante pode cometer erros. Tudo bem, acontece... no entanto, quando o erro torna-se criminal por intenção, daí testifico que meu voto foi anulado, uma vez que apostei no sujeito e ele traiu todo mundo. Tomara que ninguém bata na minha porta para cobrar o por que que eu votei no fulano. Curioso é que os aspirantes aos governos de toda ordem, enchem o peito para garantir segurança aos eleitores, porém, me sinto extremamente inseguro quando tenho que eleger alguém que tirará dinheiro do meu bolso, se fazendo de pessoa honesta. Digamos que estamos tratando de um assalto jurídico - meu dinheiro sai das minhas mãos de forma legalizada, como cumprimento do meu dever citadino. Sou considerado até honesto quando pago tais contas. O problema é que esse meu dinheiro honesto nunca mais é visto, mas escrevem e documentam que foi investido para alguma coisa... apenas me dou conta de que fui roubado, quando o "elemento" aparece na tv, estando ele "de bem com a vida", e defendendo sua inocência perante juízes... ele chora, jura pela mãe, jura pela (b)íblia, por tudo o que há de mais sagrado... outro problema é que não existe nada sagrado nele, tudo é profano... digamos que sou o animal sacrificado em seu ritual pagão...
Ou então, sou um empregador que a cada 4 anos emprego um administrador. Todavia, me dou conta que todos que tenho contratado me trairam. No contrato de trabalho durante os 4 anos, não tive força para despedí-los com justa causa, uma vez que eles se tornaram autoridades acima de mim (até me destratam: lembro-me do prefeito Kassab, em seu recente mandato, xingando seu patrão de vagabundo, porque este patrão-cidadão-eleitor estava exigindo mais médicos). Os empregados viraram a mesa - é a revolução dos bichos. Após 4 anos voltam os mesmos, ou outros com a mesma cara - detalhe: sou obrigado a contratá-los, caso contrário, pago multa, não posso viajar para outro país, não posso prestar concursos públicos, enfim me torno um vagabundo. Desse jeito, então, sou um mal empregador, minha empresa nunca crescerá, e serei sempre roubado por alguns que sorriem pra mim... não acha esse quadro uma insanidade? Uma regra irracional?
Temos então, o voto anulado e o roubo legalizado. Juro que achei que democracia fosse outra coisa...
O supremo tribunal federal, nos dias atuais, nos parece agir com sintomas de heroismo, condenando alguns que já deveriam ter sido condenados. Talvez isso sirva como um limpar com flanela meu voto sujo e anulado. Apenas não sabemos o quanto isso perdurará. Até porque, não aguentamos mais contratar empregados ineficientes e que mexem nas nossas coisas...
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
JAQUELINE RORIZ - a "forca" era pequena para tanta gente junto com ela

Nosso motivo de assunto é a deputada Jaqueline Roriz...
Não sei o que aconteceu com o Brasil. Que a corrupção sempre esteve presente, bem, nunca sentimos sua falta, ela sempre esteve nos acompanhando. No entanto, um dia presenciamos um “impeachment” de um presidente que o próprio povo escolheu. Parecia honesto, expressava confiança, mas não valia seu falso sorriso. Não foi um erro arrancá-lo fora do lugar que ele não merecia. Mas o pior mesmo é hoje. Assistimos inúmeros casos que mereciam impedimentos, mas todos têm sido absolvidos.
Vivemos em um país de absolvição política. Não há argumentos necessários que serviriam de motivo para uma mudança ética na política, principalmente porque tais argumentos necessitariam ser aceitos e praticados por aqueles que possibilitariam a mudança. Muitos que estão envolvidos politicamente em cargos públicos, se dizem, ou provam estar impedidos de falar ou fazer algo que possa resultar em mudanças significativas. Enquanto que a maioria converge pela garantia de absolvição. Afinal, diria qualquer parlamentar, vai que um dia eu precise de absolvição – uma mão suja lava a outra. Ninguém se acusa. O voto é secreto para o “fica” ou para o “sai”. Mediante as câmeras, muitos ficam indignados pela injustiça que favorece o sujeito acusado(a), mas nada importa uma vez que nada vai mudar para eles.
A imunidade parlamentar é a oficialização da droga. É um decreto direto que serve como lei, sem ser medida provisória, relatada abertamente a todo povo brasileiro, que é permitido roubar. Não importa o passado. Antes era criminoso por transitar com dinheiro de fonte ilícita; hoje, sendo deputado(a), é parte do ofício. Ou seja, para roubar no Brasil é necessário oficializar-se. Tem que ter carteirinha, credencial, voto popular. Precisa de carro oficial, de assessores, escritório representativo, enfim, corrupção no Brasil é coisa séria, tem que ter organização e representatividade, ainda que forjada, mas tem que ter. Tem que fazer bem feito. Tem que ter licença. É necessário pronunciar lorotas em épocas de campanha política. Em seguida, ser eleito(a) e pronto: agora sim: roube, roube, roube, sem medo, sem constrangimento, sem culpa, sem dúvida se vai para a cadeia ou não. Não! Agora pode! É parlamentar?! Tens imunidade! Existe uma digníssima classe de iguais em seu favor. Uma classe de pessoas que se une em sua maioria, em prol de algo repugnante e vergonhoso que vai contra os valores mais básicos de uma sociedade, seja qual for seu tamanho e mérito, é uma classe extremamente unida. Pois desafiam todo o país. Desafiam os interesses naturais de uma nação, que como todas, não tolera a corrupção – aí estamos falando de outra classe: homens de bem. Aqueles que fazem parte de uma nação e toleram tais atrocidades, são iguais ou piores do que seus corruptores.
No Brasil, para ser ladrão é preciso roubar com seriedade. Tem que ter cadastro. Tem que ser conhecido(a) pelo menos por uma região eleitoreira. Se tiver histórico na família melhor, assim dá-se a entender que a coisa não começou ontem. Mas não se preocupe. Não vai dar em nada. A única desvantagem é que todos irão saber que foi você que roubou. Mas tudo bem... são quatro anos de liberdade incondicional, e todo mundo já esqueceu. Você repete a mesma senha – as lorotas: “precisamos de mais saúde, educação e segurança”, e os mesmos votarão em você.
Até onde isso vai? Isso não é democracia. Os partidos políticos querem ser democratas, socialistas, cristãos, trabalhadores, operários, enfim, mas todo aquele que chega ao podre poder, recebe a capa de imunidade, fica ao lado do Diabo em sua própria demo-cracia.
Será que não sentimos vergonha perante a comunidade internacional, sabendo que todos sabem que o Brasil é um país sem lei? Um país onde, hoje, “a festa é sua, a festa é nossa, é de quem quiser”? Creio que falta mais brio nos brasileiros. Não deveríamos mais aceitar que pessoas impunes respondessem por nós. Precisamos entender que não existe situação e oposição. Todos são opositores aos interesses do povo brasileiro. Não há mais partido de direita ou esquerda, pois estes participam da mesma festa. O brasileiro pobre é um jargão utilizado pelos partidos populares, afim de abocanhar os eleitores de coração solidário. Mas os pobres não fazem parte da agenda de nenhum político neste país; exceto se houver voto em troca. Os interessados expõem a classe pobre do país, segurando-os no colo, sorrindo para eles e com eles, e então, em seguida correm para o parlamento no interesse de defenderem os que assaltam os pobres. Estão sempre juntos brindando suas imunidades.
Seria nobre da parte dos desqualificados deputados, senadores e outros imprestáveis que fingem governar nosso país, que eles ao menos tornassem imunes aqueles que são vítimas dessas brincadeirinhas de esconde-esconde em julgar quem sai da brincadeira ou quem fica... (Voto secreto? Esconder o voto no meio de poucos é um sinal de preservar o revide – ninguém me complica se eu complicar alguém e for revelado)
Na verdade, na brincadeira deles todos ficam, porque a regra do jogo é deles, e ninguém quer perder. Perde quem não participa, mas sustenta essa porcaria desse jogo.
E então? Vêm eleições por aí em 2012 (prefeitos e outros). O direito do voto se enquadra também em não votar. A multa por não comparecer ao local de eleição é pequena, comparada ao prejuízo que dou ao país em apertar o botão com a cara do ladrão. Confesso que atualmente, me sinto muito mais patriota em nem sair de casa no dia da eleição, poupando o país de maiores desgostos, do que perder meu tempo em “escolher” desqualificados – tais não são merecedores de nenhuma atenção minha. Será o meu desfavor ao país.
Pode ser que eu mude até lá. Mas não me sinto representado. O meu ato cívico consiste em preservar e respeitar um ato que deveria ser muito importante, porém, sinto-me um idiota, e formador de quadrilhas em possibilitar mais quatro anos de bandidagem para qualquer que seja. Qualquer que seja que vota em secreto. São dignos de meu maior repúdio, por motivo de respeito que tenho por uma nação brasileira, onde sua maioria luta muito para alcançar muito pouco, mas alcança de cara lavada e não precisa guardar segredo pra ninguém.
Criem vergonha senhores...
quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dia 07 de junho de 2011: o ex-ministro Antonio Palocci, da Casa Civil, no governo da presidente Dilma Roussef, filiada ao partido dos trabalhadores, finalmente se demitiu.
É um exemplo a ser seguido. Parabéns ministro! Por certo, torcemos para que muitos percorram o mesmo trajeto. Que muitos que estão sentados, em pé, presentes ou ausentes de suas sessões parlamentares, nas reuniões de comissões de ética e outras, com seus celulares ligados e entretidos, tenham um fim de igual modo. Afinal, não é fácil para um cidadão brasileiro que às duras penas, trabalha incansavelmente para receber 20 vezes menos o que deveria receber – por longo tempo de vida, e que quando adentra em situação de aposentadoria, a vergonha é devastadora. A liderança política não merece seus liderados, seus votos, sua confiança – mereceria, sim, receber o mesmo que os aposentados.
É um dia marcante, de alegria, de satisfação, pois a pressão popular, que é fruto de canseira do cidadão, e a insistência midiática em correr atrás do ex-ministro – aliás, um dos raros momentos em que a imprensa ajuda em alguma coisa, informando o que realmente importa, colocaram o ex-ministro em saia justa – que cá pra nós: antes que as partes mais íntimas sejam reveladas, é melhor cruzar as pernas, sentar, e não levantar nunca mais.
São momentos de justiça parcial. Ainda não é tudo o que desejamos ver, que aliás, nunca veremos tudo. Os cínicos continuam desfilando. Chamam o povo de vagabundo, prendem trabalhadores que reivindicam um digno salário (salário esse que é negado por um governador qualquer[rrr], que talvez merecesse ser “queimado” em um incêndio moral, destes que fazem se demitir. Enfim, infelizmente não veremos tudo que merecemos ver. No fim do filme o bandido sempre levar a melhor – ficando bem claro que é apenas nessa vida que a impunidade tem voz.
Uma demissão, neste caso, não esconderia nunca o teor da gravidade em ser desonesto. A demissão do ex-ministro não foi um ato de jogar a toalha e admitir que não dá mais; mas foi a confirmação de sua incompetência moral. Cremos que ser ministro da Casa Civil em um país da dimensão do Brasil é algo muito sério. Exige respeito e não desdém. Ninguém é perfeito, mas as imperfeições devem servir de exemplo para expressar limitações e não caráter duvidoso.
Desejamos boa sorte ao ex-ministro, e que a Casa Civil Brasileira não se transforme em Casa da mãe Joana.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Quanto vale um deputado?!

BRASÍLIA - No último dia de votação efetiva na Câmara, o plenário aprovou o projeto de aumento de 61,83% nos salários dos próprios parlamentares, de 133,96% no valor do vencimento do presidente da República e de 148,63% no salário do vice-presidente e dos ministros de Estado. O projeto iguala em R$ 26.723,13 os salários dos deputados, dos senadores, do presidente da República, do vice-presidente da República e dos ministros do Executivo. Esse é o mesmo valor do salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que serve como teto do funcionalismo público.
fonte: Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo
Não faz muito tempo, ouvi a frase que dizia: ”a ditadura tornou os homens iguais – a democracia tornou-os diferentes”. A identidade do ser humano o diferencia dos outros de tal forma que a ditadura não é capaz de igualá-los – graças a Deus que ela não prevaleceu. Em contrapartida, a democracia traz tamanha diferenciação, que é capaz de camuflar a identidade humana. Os bons não desfrutam de seus atributos de bondade – não são recompensados por isso, enquanto os maus fingem serem bons – e são muito bem recompensados por isso.
A verdadeira democracia deveria ser o reflexo do exercício da justiça. Abusar dos direitos é cuspir na justiça, é zombar do valor que há na identidade de uma pessoa, é abraçar a insensatez e copular com a insanidade – total perdição.
Como podemos finalizar o ano de 2010, constatando a ação nefasta de um grupo de senhores e senhoras que, tendo como renda mensal o valor de R$ 16.512,00, reajusta para R$ 26.723,13 como se fora um presente de papai Noel dado a si mesmo – o problema é que somos os contribuintes que possibilitam tal desperdício, e “haja saco” para tamanho presente!
As urnas ainda estão quentes devido a eleição que se passou no mês de outubro. E os eleitos, juntamente, com os que continuamos a sustentar [otimamente bem] mostram para o povo o porquê estão onde estão.
Um deputado que se encontra em um padrão de vida de tal natureza, ou é um cruel ditador-doente, discursando fingidamente para todos que vivemos em uma democracia, ou é um imbecil por não considerar nenhum pouco o padrão de vida da maioria das pessoas a quem deveria representar. É lamentável. É vergonhoso. São senhores e senhoras que possuem o direito de serem bandidos – pois é, no Brasil temos pessoas que gozam do direito de viver na bandidagem, sem experimentar uma “puniçãozinha” se quer Possuem o direito de formarem uma quadrilha. Ladrões que falam bem – mesmo sem pensar, se vestem bem, convencem bem, e por fim, não são presos, afinal, a sociedade deu-lhes a permissão de entrarem nas casas e levarem o que desejassem. Somos roubados com classe, discursivamente, em nome de justificativas das mais idiotas.
Quantos, honestamente, com compromisso e honradez, ganham um salário de R$ 26.713,23? Poucos! Por outro lado, existe uma Câmara de deputados que, aliás, ainda não se mostrou competente e útil o bastante para justificar sua existência, onde temos os que comandam e os que são coniventes com seu próprio beneficio. Sim, porque existem os coniventes. Eles não concordam! Dão entrevista com feições sérias, achando um absurdo tal aumento, mas se elegeram para tal.
Confesso que é um natal triste de se passar. E saber que o menino Jesus nasceu para que todos vivessem bem. O único conforto é que o nascimento de Jesus traz paz aos homens de boa vontade, enquanto que aos que não as tem, igualmente são desprovidos de paz. A paz vinda de Cristo é aquela que sinaliza nossas boas ações. Quanto às más ações, por mais perverso que seja um ser humano, um dia ele não conseguirá fugir de sua adormecida consciência, que um dia irá despertar. Porém, despertará solitária e pesada.
Façam bom proveito, deputados, daquilo que tirastes da boca dos menores. O Deus da justiça não é deputado, não é autoridade legislativa ou executiva nos padrões corruptores como os nossos, mas é Juiz acima da lei, que no fundo mesmo, liberta os oprimidos e executa os opressores.
domingo, 28 de novembro de 2010
Cidade maravilhosa, coração do meu Brasil
O Rio de Janeiro viveu uma sequência absurda de ataques. Pessoas que estavam passando e simplesmente eram forçadas a sairem de seus carros, e assistirem-no "pegar fogo". Foram muitos os ataques, tanto que, todos perderam a paciência, inclusive a secretaria de segurança do Estado do Rio.
O Morro do Alemão - concentração de traficantes, bem como a Vila Cruzeiro, foram moralmente rendidos até aqui... a população do Rio agradece a operação das polícias e forças armadas... afinal, tais ações impuseram certo medo, ou apenas respeito....
Mas fica uma questão: apesar das boas ações policiais, por que demorou tantos anos para ações como estas?!
Muitos morreram, antes do ataque heróico comandado pela Secretaria de Segurança do RJ...
É necessário combater duas violências: a do tráfico, praticada pelo comando dos "loucos" chefões poderosos, e a violência de se "omitir" sobre a situação existente. A secretaria do Estado do RJ, juntamente com o Governo do Estado, foram omissos por muitos anos. E nem mesmo o governo atual, que não sei como convenceram a população em trazê-los de volta ao poder, preocupou-se com a segurança. Agora a situação ficou mais complicada, da mesma forma que a moral do governo também. Daí, o negócio é começar a trabalhar, fazendo valer suas funções.

Para começarmos a acreditar que, de fato, há alguma preocupação do Governo do Estado do RJ, por começar pelo governador, Sr. Cabral, é imprescindível a guerra continuar...
não para matar, mas para que haja rendição...
No entanto, se nada disso adiantar, isso significa que o Morro do Alemão, a Vila Cruzeiro e outros espalhados no RJ, não são verdadeiros inimigos - apenas a população é que continuará sendo vítima de mortes, de perdas de carros etc.
O Morro do Alemão - concentração de traficantes, bem como a Vila Cruzeiro, foram moralmente rendidos até aqui... a população do Rio agradece a operação das polícias e forças armadas... afinal, tais ações impuseram certo medo, ou apenas respeito....
Mas fica uma questão: apesar das boas ações policiais, por que demorou tantos anos para ações como estas?!
Muitos morreram, antes do ataque heróico comandado pela Secretaria de Segurança do RJ...
É necessário combater duas violências: a do tráfico, praticada pelo comando dos "loucos" chefões poderosos, e a violência de se "omitir" sobre a situação existente. A secretaria do Estado do RJ, juntamente com o Governo do Estado, foram omissos por muitos anos. E nem mesmo o governo atual, que não sei como convenceram a população em trazê-los de volta ao poder, preocupou-se com a segurança. Agora a situação ficou mais complicada, da mesma forma que a moral do governo também. Daí, o negócio é começar a trabalhar, fazendo valer suas funções.

Para começarmos a acreditar que, de fato, há alguma preocupação do Governo do Estado do RJ, por começar pelo governador, Sr. Cabral, é imprescindível a guerra continuar...
não para matar, mas para que haja rendição...
No entanto, se nada disso adiantar, isso significa que o Morro do Alemão, a Vila Cruzeiro e outros espalhados no RJ, não são verdadeiros inimigos - apenas a população é que continuará sendo vítima de mortes, de perdas de carros etc.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
José Serra: "Saúdo-vos com a paz do Senhor?!"
Eu acho que depois desse ato significativo e espiritual - um momento devocional com o Gov. José Serra - a Igreja nunca mais será a mesma: esculhambação geral!!! Agora entendo por qual motivo se seguiam aqueles que verdadeiramente acreditavam que eu deveria votar no Serra! A maior parte do segmento evangélico apoiou o Serra... agora já sei por que....
domingo, 3 de outubro de 2010
O fenômeno "Tiririca"
Respeitável público: "Vamos receber o nosso novo deputado federal: ´Tiririca´"
Pode parecer estranho que Tiririca venceu tão bem e tão expressivamente, mas honestamente, sabemos que era a maior certeza que tinhamos com relação aos resultados de urna.
Não se iluda acreditando que o povo brasileiro não saiba votar. O Brasil aprendeu a votar sim, a questão são os que se candidataram, os que receberam a credibilidade do povo, credibilidade preciosa e sagrada.
Durante toda nossa história "democrática", os que se elegeram é que não souberam, ou melhor, não desejaram cumprir o papel que dignificariam seus postos. Todos se achegaram pedindo votos, fazendo promessas, programas de governo, etc não se preocupando com o que, realmente, eles deveriam fazer como homens e mulheres públicos.
O presidente Lula chegou ao poder pelo voto, gostem ou não, pois o povo percebeu do que, anteriormente, havia sido vítima de governos com intenção e participação elitistas. O governo Lula não correspondeu com as expectativas populares, não no sentido prático, pois os mais pobres deixaram sua pobreza, ascendendo um pouco mais naquilo que desejavam, mas faltou com o cuidado com aqueles que se juntaram ao partido, sem a menor intenção de beneficiar as baixas classes.
O próprio povo que se levantou com a vitória do presidente Lula, ofereceu condições para que personagens bizarros pudessem alcançar o poder público. Especificamente nestas eleições de 2010, com a vitória de um personagem como o Tiririca, a maior preocupação é de como vai ficar... ou, como foi possível um personagem chegar tão longe, ao lado ou além de muitos que fazem caretas de homens sérios, comprometidos, com boas intenções?!
Um personagem engraçado revela agrado e entretém muito bem, mas não transmite credibilidade. A política no Brasil faz o mesmo - propõe momentos interessantes, mas não garante, já por muito tempo, nenhuma credibilidade.
Os eleitores de Tiririca, cônscios de sua ação, não perceberam nenhuma diferença entre o personagem eleito e o sistema que o elege e o mantém: ambos desprovidos de credibilidade.
Falar que política é coisa séria?! Protestar com indignação tal situação?! Tudo se passa no picadeiro - os personagens que entram, aclamados pelo povo, e os que já estão, em quem o povo não mais acredita.
É necessário uma reforma política... os que realmente são sérios, devem preservar à todo custo o ambiente que conquistaram, expulsando os personagens (sejam eles engraçados ou malvados)
A esperança é que um dia haja um sentimento no coração dos cidadãos que, de fato, se preocupam com suas cidades, não dando espaço para "Tiriricas" e "garotinhos", mas sim, entendam que representar pessoas é uma questão de responsabilidade.
Me alegro em saber que Jesus de Nazaré nos proporcionou, um dia e até hoje, o exemplo humano de responsabilidade em viver coerentemente, com respeito, e total altruísmo...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
PET - Partido Evangélico Teocrático (não oficial, mas com enorme força na boca de seus membros)
Depois de você ter lido os artigos anteriores abaixo, de cunho político-crítico-construtivo, sugiro agora este que, sem demagogia - habilidade inerente à política - não pretenda dar a última palavra sobre a verdade que muitos de nós tentamos dizer qual é...
Temos ouvido e lido muitas opiniões de líderes religiosos, sobretudo evangélicos, a respeito da preocupação em meio às expectativas do que virá. Todas as palavras possuem grande valor, e isso que caracteiza uma democracia. Democracia é o meu assunto aqui.
Em primeiro lugar, é necessário compreender que a democracia, ainda não completamente cumprida, ou seguida pelos nossos governantes, ela sempre será uma voz de intenção na mente e no coração daqueles que nela acreditam - toda sorte de homens de bem. Os que não acreditam na democracia ou não a cumprem, possuem-na como pedra no sapato para toda a vida.
Mas a democracia não é uma ação à esperar de outros, mas sim, uma atitude que parte daqueles que caminham nela. Sou democrata, mesmo que os que deveriam compreende-la melhor não assim o fazem. Os que creêm na Bíblia e no Evangelho pregam a democracia, anunciam e proclamam em alto e bom som que a opressão e as ações ditatoriais não fazem mais parte do contexto - o povo hebreu acordou do pesadelo do Egito, o Império romano teve que se calar, e nós acordamos do pesadelo da ditadura militar...
Uma eleição não faz parte originariamente da obra do Reino de Deus, obra impulsionada pelo Santo Espírito. Vamos nos acalmar! O Espírito de Deus não está gritando e nem ao menos caminhando para todos os lados, impaciente com os resultados que virão, expectativas estas que são produtos de nosso modo de viver... nós elegemos, nós escolhemos, nós nos submetemos caso seja nosso desejo...
O ex-presidente da terra do Tio Sam, George W. Bush, encaminhou suas tropas em nome de Deus, quando deixou claro que Deus, o Deus da nossa Bíblia, estava não somente ao lado do Tio Sam, mas que ordenou tais ações militares contra o Iraque - interessante que as torres gêmeas da "Grande Maçã", em Nova Iorque, foram alvos de devotos ao Deus Alá, que também teria ordenado tal abate.
Olha, eu começo a ficar preocupado pois, opinar, falar, fazer em nome de Deus, ou de acordo com a "Palavra de Deus" tem sido algo bombástico e devastador... não parece que estamos falando do Deus-menino que nos foi dado como príncipe da paz...
Da minha humilde parte, desejo opinar também:
pastores e líderes religiosos famosos - que viram pop-star no orkut, pastores e líderes religiosos não famosos - que um ou outro lê na net, como eu por exemplo, parem de teocracia. Nossa sociedade não é teocrática. Evidente que temos testemunhado, cada um de nós ou coletivamente, posicionamentos contrários acerca de posturas éticas que ferem algumas afirmações bíblicas, mas que sobretudo são prejudiciais ao ser humano - Deus não publica, apenas, em seu livro aquilo que é de sua exclusiva opinião, e que é bom e mau ao homem, mas Deus fala ao ser humano a fim de que cuide-se. Não é necessário impôr aquilo que a Bíblia diz. Não é necessário brigarmos em revelar a injustiça que todos os homens já veêm.
Um país como o Brasil não é regido por religão, por um livro sagrado, ou pela mente de um líder que tenha intenções de agradar o divino. O Brasil é um país onde todos têm seu espaço. É notório o estilo de todos os partidos que estão aí em nossa frente. Estes que assistimos gratuitamente e obrigatoriamente falando as mesmas verdades(?) e inverdades(!) como sempre, ameaçando-nos, enganando-nos, travestidos de vovózinha, mas no poder são lobo-mau.
Não é novidade... os erros partidários vêm de todos os lados: os que eram esquerda já não são mais, os que eram direita estão perdidos, sem direção há muito tempo... não sacrifiquemos um para salvar o outro, pois, lembre-se que este que salvas está com uma arma por baixo da camisa (terno) e quando sorrires para ele lhe entregando a faixa governamental, que crês que merecidamente estará sobre sua fronte, por menos esperar ferirá sua convicção teocrática.
Não há ilusão, é tudo real. A ilusão está na boca dos pregadores-protetores dos teocráticos que se consideram como profetas "avisadores" acerca dos partidos "babilônicos"...
"Ouve, ó Israel: Javé nosso Deus é o único Javé!" (Dt 6,4)... a justiça desejada contra a injustiça reinante apenas é enxergada por aqueles que chamam Deus de "nosso" -aos outros, tudo é permitido, nada é repugnante ou pecaminoso. A impressão que deveriamos ter é que nossas manifestações precisam carregar lamento, choro, e indignação.
Jesus, "nosso" Senhor nos ensinou que a nós nos é confiado a anunciação de um mundo possível (reino de Deus), porém, que não seja para todos, porque no fundo mesmo, cada um anda conforme sua divindade.
Como cidadãos do reino de Deus (mundo possível) discutamos tudo sobre a política-social como agravantes econômicos que tomam proporções criminosas, desumanas... a verdade é que deveriamos ser participantes dos problemas concretos das pessoas, que são solucionados com ações de fato e não discursos espirituais. Denunciando sim, quando necessário, a injustiça. Quando Jesus tratava de situações relativas ao espírito do homem carente do Espírito de Deus, aconteciam milagres. Quando a questão era de injustiça social, eram vistos por Jesus como hipócritas, ou então deveriam se afogar naquilo que lhes pertenciam (César se afoga naquilo que é de César).
Não saia por aí dizendo o que Deus fará com César, ou quem de fato dever ser o nosso César... César não se preocupa com Deus, e o Império não se move na direção onde Deus está...
Todos que desejarem votar, votem em quem quiserem... pois é assim que rege nosso direito cidadão... agora, desejas votar como um evangélico convicto, tendo a bênção de Deus? Sinceramente? Já por muito tempo aguardo Deus se pronunciar sobre quem são os nossos representantes eclesiais (creio ser desnecessário tais representantes, uma vez que muitos entraram com nosso apoio, nossa oração, cremos até que com a aprovação de Deus, mas mereceram nossa desaprovação, aliás, foram desaprovados por aqueles que não são eclesiais, e a despeito deles não falamos nada - eles são, verdadeiramente, o nosso problema)
A justiça é para todos, para o bem de todos, para a preservação da vida de todos, visando uma vida mais justa... se o mais odiado se enquadrar neste perfil, nossa oração é que ele descubra o zelo de Deus por seus eleitores, isso sim!!
Temos ouvido e lido muitas opiniões de líderes religiosos, sobretudo evangélicos, a respeito da preocupação em meio às expectativas do que virá. Todas as palavras possuem grande valor, e isso que caracteiza uma democracia. Democracia é o meu assunto aqui.
Em primeiro lugar, é necessário compreender que a democracia, ainda não completamente cumprida, ou seguida pelos nossos governantes, ela sempre será uma voz de intenção na mente e no coração daqueles que nela acreditam - toda sorte de homens de bem. Os que não acreditam na democracia ou não a cumprem, possuem-na como pedra no sapato para toda a vida.
Mas a democracia não é uma ação à esperar de outros, mas sim, uma atitude que parte daqueles que caminham nela. Sou democrata, mesmo que os que deveriam compreende-la melhor não assim o fazem. Os que creêm na Bíblia e no Evangelho pregam a democracia, anunciam e proclamam em alto e bom som que a opressão e as ações ditatoriais não fazem mais parte do contexto - o povo hebreu acordou do pesadelo do Egito, o Império romano teve que se calar, e nós acordamos do pesadelo da ditadura militar...
Uma eleição não faz parte originariamente da obra do Reino de Deus, obra impulsionada pelo Santo Espírito. Vamos nos acalmar! O Espírito de Deus não está gritando e nem ao menos caminhando para todos os lados, impaciente com os resultados que virão, expectativas estas que são produtos de nosso modo de viver... nós elegemos, nós escolhemos, nós nos submetemos caso seja nosso desejo...
O ex-presidente da terra do Tio Sam, George W. Bush, encaminhou suas tropas em nome de Deus, quando deixou claro que Deus, o Deus da nossa Bíblia, estava não somente ao lado do Tio Sam, mas que ordenou tais ações militares contra o Iraque - interessante que as torres gêmeas da "Grande Maçã", em Nova Iorque, foram alvos de devotos ao Deus Alá, que também teria ordenado tal abate.
Olha, eu começo a ficar preocupado pois, opinar, falar, fazer em nome de Deus, ou de acordo com a "Palavra de Deus" tem sido algo bombástico e devastador... não parece que estamos falando do Deus-menino que nos foi dado como príncipe da paz...
Da minha humilde parte, desejo opinar também:
pastores e líderes religiosos famosos - que viram pop-star no orkut, pastores e líderes religiosos não famosos - que um ou outro lê na net, como eu por exemplo, parem de teocracia. Nossa sociedade não é teocrática. Evidente que temos testemunhado, cada um de nós ou coletivamente, posicionamentos contrários acerca de posturas éticas que ferem algumas afirmações bíblicas, mas que sobretudo são prejudiciais ao ser humano - Deus não publica, apenas, em seu livro aquilo que é de sua exclusiva opinião, e que é bom e mau ao homem, mas Deus fala ao ser humano a fim de que cuide-se. Não é necessário impôr aquilo que a Bíblia diz. Não é necessário brigarmos em revelar a injustiça que todos os homens já veêm.
Um país como o Brasil não é regido por religão, por um livro sagrado, ou pela mente de um líder que tenha intenções de agradar o divino. O Brasil é um país onde todos têm seu espaço. É notório o estilo de todos os partidos que estão aí em nossa frente. Estes que assistimos gratuitamente e obrigatoriamente falando as mesmas verdades(?) e inverdades(!) como sempre, ameaçando-nos, enganando-nos, travestidos de vovózinha, mas no poder são lobo-mau.
Não é novidade... os erros partidários vêm de todos os lados: os que eram esquerda já não são mais, os que eram direita estão perdidos, sem direção há muito tempo... não sacrifiquemos um para salvar o outro, pois, lembre-se que este que salvas está com uma arma por baixo da camisa (terno) e quando sorrires para ele lhe entregando a faixa governamental, que crês que merecidamente estará sobre sua fronte, por menos esperar ferirá sua convicção teocrática.
Não há ilusão, é tudo real. A ilusão está na boca dos pregadores-protetores dos teocráticos que se consideram como profetas "avisadores" acerca dos partidos "babilônicos"...
"Ouve, ó Israel: Javé nosso Deus é o único Javé!" (Dt 6,4)... a justiça desejada contra a injustiça reinante apenas é enxergada por aqueles que chamam Deus de "nosso" -aos outros, tudo é permitido, nada é repugnante ou pecaminoso. A impressão que deveriamos ter é que nossas manifestações precisam carregar lamento, choro, e indignação.
Jesus, "nosso" Senhor nos ensinou que a nós nos é confiado a anunciação de um mundo possível (reino de Deus), porém, que não seja para todos, porque no fundo mesmo, cada um anda conforme sua divindade.
Como cidadãos do reino de Deus (mundo possível) discutamos tudo sobre a política-social como agravantes econômicos que tomam proporções criminosas, desumanas... a verdade é que deveriamos ser participantes dos problemas concretos das pessoas, que são solucionados com ações de fato e não discursos espirituais. Denunciando sim, quando necessário, a injustiça. Quando Jesus tratava de situações relativas ao espírito do homem carente do Espírito de Deus, aconteciam milagres. Quando a questão era de injustiça social, eram vistos por Jesus como hipócritas, ou então deveriam se afogar naquilo que lhes pertenciam (César se afoga naquilo que é de César).
Não saia por aí dizendo o que Deus fará com César, ou quem de fato dever ser o nosso César... César não se preocupa com Deus, e o Império não se move na direção onde Deus está...
Todos que desejarem votar, votem em quem quiserem... pois é assim que rege nosso direito cidadão... agora, desejas votar como um evangélico convicto, tendo a bênção de Deus? Sinceramente? Já por muito tempo aguardo Deus se pronunciar sobre quem são os nossos representantes eclesiais (creio ser desnecessário tais representantes, uma vez que muitos entraram com nosso apoio, nossa oração, cremos até que com a aprovação de Deus, mas mereceram nossa desaprovação, aliás, foram desaprovados por aqueles que não são eclesiais, e a despeito deles não falamos nada - eles são, verdadeiramente, o nosso problema)
A justiça é para todos, para o bem de todos, para a preservação da vida de todos, visando uma vida mais justa... se o mais odiado se enquadrar neste perfil, nossa oração é que ele descubra o zelo de Deus por seus eleitores, isso sim!!
domingo, 5 de setembro de 2010
Presidente, Senadores, Governadores e Deputados...

A princípio, anteriormente, tive a imaginação de que somente um brasileiro compreende as necessidades dos brasileiros. Mas em uma situação de governabilidade pública, com inspiração no andar da carruagem de propagandas eleitoreiras, seja no executivo ou no legislativo, aqueles que são governados ou servidos por aqueles que são eleitos, ou seja, nós, somos traídos em nome da egoísta crueldade moral desses homens e mulheres públicos.
É vergonhoso assitirmos, obrigatoriamente, o "marketing" pessoal de tantos cidadãos-comuns, ou incomuns, que mal sabem se expressar, mal sabem ser sinceros, que tentam nos agradar para cairmos em suas conversas eleitoreiras e desacreditadas, como sempre foram... afinal, todos, sem exceção, seja no passado e agora no presente, discursam sobre segurança, saúde e educação. Penso que já está na hora de não mais acreditarmos!
Precisamos de um Presidente, de Senadores, Governadores e deputados... teoricamente sim. Mas se não tivéssemos nenhum deles, e por acaso, cada comunidade se reunisse para resolver seus problemas locais, por certo, seriamos muito mais felizes - aliás, já houve um tempo em que um político se canditava voluntariamente para auxiliar a sociedade, ou seja, não havia remuneração - o que ocorre então?! Cidadãos muito bem remunerados que em campanhas eleitorais dramatizam de tal forma, que parecem nossos parentes, nossos líderes ou guias espirituais, transparecendo obterem um caráter excelente, tal caráter presente em tantos candidatos ao mesmo tempo... me pergunto: Onde estavam estes que ainda ninguém os descobriu?!
Ainda sofremos de incredulidade...
Quem está ao lado da justiça?!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Presidente?! É preciso ser brasileiro(a)

Então.... Estamos às portas de escolhermos nossos representantes...
Deputados e Senadores são importantes porque viabilizam nossas ações, possibilitam facilidades à nossa vida, como também podem assumir uma postura de inúteis...
A única informação que precisamos obter para escolhermos um presidente é saber se ele(a) é Brasileiro(a).
É preciso ser brasileiro(a). Simpatia não basta. Sentimentalismo não basta. Informação de mesa não basta. Carreira política não basta. Partido pretenciosamente forte, não basta. Chega de idiotice política. Dar continuidade ao governo anterior, repetindo e se apoiando nos outros, não basta. É preciso ser brasileira e conhecer o Brasil, nascendo e passando pelas raízes. O importante é olhar os problemas que se encontram nas bases. O Presidente do Brasil precisa gostar do brasileiro, precisa gostar da terra que pisa, e tornar a terra pisada um direito para produtividade. O Presidente não é sócio das terras, nem viabilizador aos que lha desejam, mas o presidente dá liberdade ao brasileiro para ter liberdade à terra. Sonho com um presidente que liberte a terra pisada, tornando-a uma terra que alimenta. Os problemas do Brasil se encontram em questões simples e básicas. É necessário ser humilde para tratar com humildade questões básicas.
Quais as realidades básicas, simples, que os brasileiros querem perceber soluções?!
- Comer bem,
- não pisar na merda (esgôto - ausência de saneamento)
- ver o filho (todos da familia) ir pra escola (que seja abundante, para que a violência esteja fora do cardápio, e outros valores sejam inseridos)
- ter um médico que pergunte: qual seu problema?!
É muito isso?!
terça-feira, 13 de abril de 2010
Dignidade humana
É preciso defendermos nossa dignidade humana...
Sem dúvida que o problema não é chover muito - o problema é não ter condição e oportunidade de morar em uma casa sobre a rocha...
O problema, igualmente, é que os senhores governantes da Cidade Maravilhosa não se importam com quem mora por cima da areia, da terra, do lixo...
A condição do Morro do Bumba não retrata as pessoas que, precariamente, moravam por lá, mas corresponde a incapacidade de governar dos senhores governantes - o lixo do morro estava nos pés dos moradores... ninguém quer construir sua casa por cima do lixo, mas que opção há?!
Mas claro, o governador Cabral descobriu o Morro do Bumba: "Cabral visita Morro do Bumba e diz que cenário é de catástrofe" (Jornal O Dia - online) - mas a catástrofe já vem de longe, vem do descaso e despreocupação pela dignidade de muitos que não podem mais se defender ou exigir não um teto, mas um solo... chega a ser patético!
Governar pessoas que habitam por cima do lixo é governar aguardando suas mortes, suas doenças, pouco se importando com sua dignidade...
Ah! Mas governo bom mesmo é aquele que comemora com entusiasmo a insana decisão de um grupo em permitir que, mesmo ao lado desses lixos escondidos abaixo dos pés de muitos, haja eventos futebolísticos, e tochas olímpicas que não se apaguem...
Fica a questão: quanto dinheiro será preciso para construir um torneio internacional de futebol?! O pior é que todos serão induzidos a esquecer, e simplesmente gritar GOOOOOOOL!!! do Brasil... não sei onde depositaremos nosso orgulho por sabermos dominar bem uma bola com peso entre 410 e 450g, sabendo que muitos torcedores voltarão para seus morros insólitos, orando e rezando para que não haja chuvas, ou que não durem muito tempo, uma vez que tal fato comprova que as autoridades públicas não dominam o assunto referente ao amor e respeito ao próximo, ao cidadão, de maneira fria: um simples eleitor - o negócio é mostrar o Cristo de braços abertos e as praias famosas, só para apreciar...
Às vezes penso que o prórpio Cristo tem vontade de descer o morro - não com medo de cair, mas para resolver Ele mesmo tal situação...
Creio em Deus... o Deus que creio se importa com a justiça... se importa com o fato de que todos possam morar em terra firme - construída e distribuída entre todos... pois, o pior mesmo é, além de não crer em Deus, crer que tudo é assim mesmo... é crer que isso é o "curso da vida": uns vem, outros vão...
Sem dúvida que o problema não é chover muito - o problema é não ter condição e oportunidade de morar em uma casa sobre a rocha...
O problema, igualmente, é que os senhores governantes da Cidade Maravilhosa não se importam com quem mora por cima da areia, da terra, do lixo...
A condição do Morro do Bumba não retrata as pessoas que, precariamente, moravam por lá, mas corresponde a incapacidade de governar dos senhores governantes - o lixo do morro estava nos pés dos moradores... ninguém quer construir sua casa por cima do lixo, mas que opção há?!
Mas claro, o governador Cabral descobriu o Morro do Bumba: "Cabral visita Morro do Bumba e diz que cenário é de catástrofe" (Jornal O Dia - online) - mas a catástrofe já vem de longe, vem do descaso e despreocupação pela dignidade de muitos que não podem mais se defender ou exigir não um teto, mas um solo... chega a ser patético!
Governar pessoas que habitam por cima do lixo é governar aguardando suas mortes, suas doenças, pouco se importando com sua dignidade...
Ah! Mas governo bom mesmo é aquele que comemora com entusiasmo a insana decisão de um grupo em permitir que, mesmo ao lado desses lixos escondidos abaixo dos pés de muitos, haja eventos futebolísticos, e tochas olímpicas que não se apaguem...
Fica a questão: quanto dinheiro será preciso para construir um torneio internacional de futebol?! O pior é que todos serão induzidos a esquecer, e simplesmente gritar GOOOOOOOL!!! do Brasil... não sei onde depositaremos nosso orgulho por sabermos dominar bem uma bola com peso entre 410 e 450g, sabendo que muitos torcedores voltarão para seus morros insólitos, orando e rezando para que não haja chuvas, ou que não durem muito tempo, uma vez que tal fato comprova que as autoridades públicas não dominam o assunto referente ao amor e respeito ao próximo, ao cidadão, de maneira fria: um simples eleitor - o negócio é mostrar o Cristo de braços abertos e as praias famosas, só para apreciar...
Às vezes penso que o prórpio Cristo tem vontade de descer o morro - não com medo de cair, mas para resolver Ele mesmo tal situação...
Creio em Deus... o Deus que creio se importa com a justiça... se importa com o fato de que todos possam morar em terra firme - construída e distribuída entre todos... pois, o pior mesmo é, além de não crer em Deus, crer que tudo é assim mesmo... é crer que isso é o "curso da vida": uns vem, outros vão...
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