O ideal é construir uma sociedade que viva a verdade do evangelho de Jesus de Nazaré. Uma sociedade justa, solidária, pacífica, que desfrute de seus direitos e cumpra seus deveres. Este espaço é um lugar de reflexão ao inconformismo. "Os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça" - Jesus de Nazaré
sexta-feira, 15 de março de 2013
Um Papa... Um pastor... um ditador...
quarta-feira, 6 de março de 2013
Royalties... eu também quero!
Royalty é uma palavra inglesa derivada da palavra "royal", que significa "aquilo que pertence ao Chefe de Estado, ou é relativo ao rei, monarca ou nobre Inventor, que se encontra sob a guarda do rei para o bem do Estado, por ser de real interesse deste e da Nação".
Fiquei pasmo quando presenciei o senador Renan Calheiros presidindo a reunião que vota "sim" ou "não" ao veto do governo federal, relativo a fornecer o direito a alguns estados de receberem dinheiro por motivo da extração de petróleo em alto mar, ou seja, na costa brasileira.
Primeiro porque Renan Calheiros já tem soado mal há tempo. Segundo porque essa história está deixando claro os interesses políticos dos Estados, em "meter" a mão no dinheiro.
O discurso é que não sendo vetado o direito dos royalties aos Estados, o povo, atentem bem a este pormenor, o povo obterá participação no lucro dos investimentos efetuados pela Petrobrás. Ora, isso é uma vergonha... Desde quando o povo participa de alguma operação governamental, seja federal, estadual ou municipal? É óbvio, é evidente que este dinheiro irá para os cofres particulares destes senhores inescrupulosos. São verdadeiros piratas que invadem o mar tentando demarcar território, para trazerem tesouros em suas próprias embarcações.
A costa brasileira é brasileira, e não fluminense, paulista ou capixaba. É o povo brasileiro, Deus queira, que está recebendo da Petrobrás os resultados de investimentos feitos em território marítimo, que até onde sei, é federal e não estadual. Não defendo o governo federal, até porque tenho minhas desconfianças também, no entanto, é ridículo ver governadores e amigos de governadores brigarem por direitos de dinheiro.
Será que o povo acredita mesmo que tal dinheiro irá ser compartilhado? Será que os governadores costeiros pensam que todos os brasileiros são idiotas em acreditar que tal dinheiro servirá mesmo para ser revertido em investimentos no Estado solicitante?
O ardor em apoderar-se de dinheiro público é tão grande que não há mais disfarces. Notamos claramente a obstinação de nossos governadores de praia em colocar as mãos no dinheiro. Uma federação deveria ter a obrigação de se portar com sinergia, buscando o bem comum a todos, e não defendendo os seus eleitores, que no fim da história, já sabemos que irão perguntar: "Cadê o dinheiro que foi aprovado pelo governo federal?" É óbvio que os governadores responderão que foi investido no Estado para bem da população. No entanto, na prática, não haverá nenhuma mudança no quadro caótico destes Estados que frustre nossa desconfiança; mas sim, assistiremos novamente uma nova modalidade de desvio de dinheiro federal que entra nos Estados, e que vira poeira, ou talvez, que se perdeu no mar mesmo... algum tubarão branco que veio e abocanhou.
Um brinde aos nossos piratas do Caribe. Eles exploram terra e mar, só falta o céu...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Bento XVI larga as redes...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Calheiros é exemplo para o Senado... a presidência lhe cai bem...
O ainda atual senador Renan Calheiros assume a presidência do senado - estamos em (01/02/2013), data de sua posse...
Em 2007 ele renunciou diante da pressão com base em evidências de corrupção. Hoje, 6 anos depois, ele retorna.
O que nos parece evidente é que o mundo político, mais precisamente o senado federal, possui dois mundos: o de fora, que somos nós - somos os que justificam a razão deles existirem, e o de dentro que são eles. O mundo de fora assiste. O mundo de dentro, o submundo, oculto, secreto e indecifrável por nada justificar, executa. O mais trágico é que o mundo de dentro é tão fechado que faz as suas próprias leis, possuindo sua própria moral. Isso significa que não há menor importância um senador acusado e comprovadamente culpado por seus atos contra os de fora, reassumir um posto que faz dele o representante de todos os que estão dentro. Na lógica social, quem vai à frente de um grupo é quem representa e reflete nitidamente as características, valores e caráter ideológico desse grupo. Isso nos faz concluir quem é o senado federal. Ele está bem representado. É uma representação honesta, porque reflete e expressa verdadeiramente a natureza moral e intencional que o mesmo carrega e sustenta.
É uma pena porque o mundo de fora, que somos nós, cidadãos civis, vivemos a democracia de assistir o autoritarismo maquiavélico e remanejado dos senhores do senado. Isso não é democracia. A luta pela democracia que tanto custou a muitos, é desconstruída pela imposição em insistir na impunidade. Democracia não é sinônimo de impunidade, talvez seja na senadoria.
Mas um país que deseja ser respeitado não permitiria que tal fatalidade ocorresse.
Lamentavelmente, enquanto houver decisões de tal natureza por parte desses representantes, ainda nos sentiremos mal representados. No entanto, sabemos que todos os cidadãos de bem em nosso país não combinam e nem afirmam a natureza lastimável e desonrosa que compõe o senado federal. Não somos concordantes com tais atos, nem correspondemos aos desumanos anseios que rondam tal grupo. Ainda que sejam eleitos e "colocados" nos seus devidos cargos, tal situação não representa verdadeiramente nenhuma ação majoritária popular que seja sóbria. Não é naturalmente ético ou racional que muitos sejam "colocados" por iniciativa popular natural. Da mesma maneira o mundo de dentro influi em suas próprias decisões, o mesmo também influi no mundo de fora de maneira duvidosa.
Nunca sejamos estes influenciados pelo mundo interno do senado ou de outra casa política. É sempre bom lembrar que no final das contas, a participação popular inicia o processo de um "cálice" posterior, onde apenas ouvimos e lemos que a corrupção preside a corrupção, que de certa forma, é a única coisa honesta que enxergamos.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Santa Maria chora...
Fomos testemunhas de uma tragédia lamentável. Porém, muitas famílias na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e outras localidades, foram vitimadas pela perda de seus jovens. Madrugada de sábado para domingo – 26 de janeiro de 2013.
Não devemos cair no jeito sensacionalista que a imprensa em nosso país utiliza para manter no ar ou nas páginas impressas, uma verdadeira desgraça. Mas é fato a fatalidade. No entanto, foi uma fatalidade com precedentes.
O poder público mais uma vez negligenciou suas obrigações. Na verdade, muitas das fatalidades que ocorrem em nosso país podem ser atribuídas ao poder público. Sim, porque existem situações previsíveis e não previsíveis. As que não se pode prever, choramos e lamentamos com dor solidária e consoladora. As situações que ocorrem com base na ausência de previsão, tornam-se produto da culpa de um estado ausente de cuidados e de cumprimentos de sua obrigação.
É muito fácil em nosso país burlar as condições legais que nos são impostas. Basta chamar para um café ou uma conversa à parte dos olhos testemunhais. Daí, todos fazem de conta que não viram e de que nada aconteceu. O poder público é responsável indubitavelmente por todas as situações catastróficas onde, inicialmente, poderiam ser evitadas caso o “café” ou conversas no canto fossem tão saborosas e convidativas.
Lugares públicos onde a situação de segurança e logística estão fora do padrão e da racionalidade, e que torna-se evidente perceber que poderia ser diferente caso não estivesse como estava, estariam distantes da zona de risco. Contudo, a história é sempre a mesma: “agora iremos utilizar este exemplo lamentável para que não se repita mais”... blá, blá, blá... acontece que o discurso é politico. A criminosa negociação fiscal é um fato. O descaso municipal é um fato ao quadrado. Todos os municípios estão aquém de cumprirem um discurso. No fundo, há irregularidades por todos os lados. E irregularidade é sinônimo de lucratividade na boca desses “elementos” políticos que fazem da coisa errada sua máquina andar. Se não houver irregularidades como haverá barganhas? Como haverá negociações paralelas que não precisam passar por nenhum relatório que registre um valor de multa justa aplicada a este ou àquele estabelecimento de toda ordem? Porém, a vereda da política tem como paisagem ao redor, cores acinzentadas que combinam com sujeira, ladroagem, e morte.
A negociação dos protegidos públicos que roubam o poder é mais preciosa do que a vida e segurança dos cidadãos. E isso parece não ter fim.
É hora de se construir mais presídios com nenhuma porta de saída ou emergência. Pois temos muitos nos poderes públicos e outros empreendedores, donos de casas e espeluncas com o “Kiss” (beijo) de morte, que possuem poderes próprios capazes de pisotearem a tranquilidade de muitos.
Todos precisam ser presos, a fim de inalarem a fumaça do castigo, da punição e da justiça que deveria lhes afogar.
Deus abençoe e console pais, tios, irmãos e amigos....
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Voto nulo, ou voto posteriormente anulado? - parte 2
Por fim...
Em vésperas de eleição nos municípios brasileiros... o caldeirão ferve!!!
Faltam 3 dias para a eleição... estão todos jogando alguns ingredientes no caldeirão - acreditando que sempre cabe mais uma palavrinha, um encontrozinho, uma conversinha com o grupo "x" ou "y", para reafirmar aquilo que se esgotou de tanto martelar...
Particularmente, sou parte da Igreja Cristã, na sua constituição legal, moral e espiritual, tendo o Cristo como base. E algumas coisas creio, pessoalmente, que não se tem coragem de assumir, como Igreja Cristã:
1- A Igreja do Cristo de Nazaré não apoia nenhuma forma de governo;
2- A mesma Igreja não necessita de apoio de nenhum e qualquer governo (poder público);
3- A Igreja fiscaliza, acompanhando e cobrando o poder público.
Pensando no primeiro item, a Igreja inaugurada por Jesus de Nazaré não tem vínculo que justifique apoiar nenhum tipo de governo, ainda que tal se diga da mesma Igreja de Jesus. O Senhor de Nazaré nunca, mediante as narrativas contidas nos evangelhos, vestiu camisa, manto, túnica, enfim, de nenhuma personalidade do poder - seja religiosa ou política. A relação de Jesus com a sociedade era de uma ação ativa que partia dele mesmo, não se utilizando poderes públicos para falicitar a mensagem do reino de Deus, que se constituiu desfigurado do sistema já vigente, no tempo de Jesus. O interesse de Jesus, legado à sua Igreja, era relativo a promoção da justiça entre os homens, sem que houvesse intermediários. Mas sim, que brotasse (a justiça, ações justas) da própria comunidade para fora de seu ambiente - o sentimento e atitude de ações justas, jorravam do meio da comunidade cristã - assim almejava Jesus...
Pensando no segundo item, a Igreja de Cristo não necessita de apoio ou ajuda de qualquer poder público, uma vez que a mensagem sobre atitudes justas parte da comunidade cristã. É a Igreja de Cristo quem entende e domina o que é melhor para o homem, para o povo. A Igreja de Jesus sabe qual deve ser o sentimento de bem-estar de um ser humano. Os valores do reino de Deus anunciados por Jesus não se apoiam nos discursos de poder, mas deveriam ser tais discursos carentes de propostas vindas da boca do Cristo, ecoadas da boca de sua Igreja. O próprio Jesus sendo julgado dispensou os favores do governador para libertá-lo da prisão, evitando a cruz. Jesus disse que o poder e o domínio da situação vinham de Deus.
Pensando no terceiro item, a Igreja é uma pedra no sapato do poder público. Ela não deveria se fazer de boba, concordante com tudo o que se faz e fala, mas ela deve levantar-se apenas para verificar se as pessoas estão sendo tratadas com respeito e com igualdade. Se tal situação acontece, Deus seja louvado, caso contrário, Deus precisa ser conhecido. Não se tem sentado na mesa para discordar do mal alimento, mas tem-se sentado às mesas para dividir o alimento ruim que o poder público tem oferecido. O profeta Elias não divide, nem compartilha do banquete com os profetas de Baal, no Antigo Testamento, mas aguarda de Deus o alimento justo, tendo autoridade posterior para discordar com quem não se sentou.
Não sejamos comprados por promessas de ajuda, ou por atenção prometida no futuro, mas sejamos frios. Para exigir respeito é necessário impor o mesmo. Sejamos como os profetas bíblicos no Antigo Testamento, que não aceitavam as barbaridades de seus reis, mas denunciavam suas ações e omissões. Imaginemos se tais profetas buscassem alianças com seus próprios reis? A justiça perderia vida, morreria para sempre dando a entender que Deus é indiferente se apenas nossos próprios interesses estão em jogo.
Comunidade evangélica, protestante, católica, não insistam em harmonizar um acorde que nunca seria formado, mas cantem a canção, solando se for possível, para que ao menos, nossas ações não sejam inacabadas.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Voto nulo, ou voto posteriormente anulado?
Existe uma forte campanha em favor do voto nulo, onde o eleitor anula seu voto com o dígito "0". Por outro lado, existe forte movimentação em favor do voto consciente, onde o eleitor escolhe em quem deve votar e o faz.
O problema é quando a gente pára pra pensar. Pensando, constatamos que o voto é obrigatório. Bem, numa sociedade quase que totalmente acomodada, ninguém sairia de casa no domingo para votar. Mas aí é uma questão de educação e formação política que nunca tivemos no Brasil, até porque não tinha ninguém pra ensinar na prática do exemplo - não serve apenas a teoria do caderno - um país não se forma apenas na cartilha, mas no caráter daqueles que colocam suas caras à tapa.
O maior de todos os problemas, ao meu ver, é quando percebemos que não há diferença nenhuma em "voto nulo", no momento do voto, e "voto anulado", quando passados alguns meses e anos, e seu voto não fez a menor diferença. Tive a sensação que meus votos foram sempre anulados. E dizer que é assim mesmo, ao menos faz mesmo que roube, é aceitar que votei no erro intencional - é como se... "vamos barganhar com o ladrão?!", ou: "pode levar moço, mas deixe algo bom, uma lembrança de que passou por aqui!" - falamos ao assaltante. Sim, porque um governante pode cometer erros. Tudo bem, acontece... no entanto, quando o erro torna-se criminal por intenção, daí testifico que meu voto foi anulado, uma vez que apostei no sujeito e ele traiu todo mundo. Tomara que ninguém bata na minha porta para cobrar o por que que eu votei no fulano. Curioso é que os aspirantes aos governos de toda ordem, enchem o peito para garantir segurança aos eleitores, porém, me sinto extremamente inseguro quando tenho que eleger alguém que tirará dinheiro do meu bolso, se fazendo de pessoa honesta. Digamos que estamos tratando de um assalto jurídico - meu dinheiro sai das minhas mãos de forma legalizada, como cumprimento do meu dever citadino. Sou considerado até honesto quando pago tais contas. O problema é que esse meu dinheiro honesto nunca mais é visto, mas escrevem e documentam que foi investido para alguma coisa... apenas me dou conta de que fui roubado, quando o "elemento" aparece na tv, estando ele "de bem com a vida", e defendendo sua inocência perante juízes... ele chora, jura pela mãe, jura pela (b)íblia, por tudo o que há de mais sagrado... outro problema é que não existe nada sagrado nele, tudo é profano... digamos que sou o animal sacrificado em seu ritual pagão...
Ou então, sou um empregador que a cada 4 anos emprego um administrador. Todavia, me dou conta que todos que tenho contratado me trairam. No contrato de trabalho durante os 4 anos, não tive força para despedí-los com justa causa, uma vez que eles se tornaram autoridades acima de mim (até me destratam: lembro-me do prefeito Kassab, em seu recente mandato, xingando seu patrão de vagabundo, porque este patrão-cidadão-eleitor estava exigindo mais médicos). Os empregados viraram a mesa - é a revolução dos bichos. Após 4 anos voltam os mesmos, ou outros com a mesma cara - detalhe: sou obrigado a contratá-los, caso contrário, pago multa, não posso viajar para outro país, não posso prestar concursos públicos, enfim me torno um vagabundo. Desse jeito, então, sou um mal empregador, minha empresa nunca crescerá, e serei sempre roubado por alguns que sorriem pra mim... não acha esse quadro uma insanidade? Uma regra irracional?
Temos então, o voto anulado e o roubo legalizado. Juro que achei que democracia fosse outra coisa...
O supremo tribunal federal, nos dias atuais, nos parece agir com sintomas de heroismo, condenando alguns que já deveriam ter sido condenados. Talvez isso sirva como um limpar com flanela meu voto sujo e anulado. Apenas não sabemos o quanto isso perdurará. Até porque, não aguentamos mais contratar empregados ineficientes e que mexem nas nossas coisas...
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