O ideal é construir uma sociedade que viva a verdade do evangelho de Jesus de Nazaré. Uma sociedade justa, solidária, pacífica, que desfrute de seus direitos e cumpra seus deveres. Este espaço é um lugar de reflexão ao inconformismo. "Os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça" - Jesus de Nazaré
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Santa Maria chora...
Fomos testemunhas de uma tragédia lamentável. Porém, muitas famílias na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e outras localidades, foram vitimadas pela perda de seus jovens. Madrugada de sábado para domingo – 26 de janeiro de 2013.
Não devemos cair no jeito sensacionalista que a imprensa em nosso país utiliza para manter no ar ou nas páginas impressas, uma verdadeira desgraça. Mas é fato a fatalidade. No entanto, foi uma fatalidade com precedentes.
O poder público mais uma vez negligenciou suas obrigações. Na verdade, muitas das fatalidades que ocorrem em nosso país podem ser atribuídas ao poder público. Sim, porque existem situações previsíveis e não previsíveis. As que não se pode prever, choramos e lamentamos com dor solidária e consoladora. As situações que ocorrem com base na ausência de previsão, tornam-se produto da culpa de um estado ausente de cuidados e de cumprimentos de sua obrigação.
É muito fácil em nosso país burlar as condições legais que nos são impostas. Basta chamar para um café ou uma conversa à parte dos olhos testemunhais. Daí, todos fazem de conta que não viram e de que nada aconteceu. O poder público é responsável indubitavelmente por todas as situações catastróficas onde, inicialmente, poderiam ser evitadas caso o “café” ou conversas no canto fossem tão saborosas e convidativas.
Lugares públicos onde a situação de segurança e logística estão fora do padrão e da racionalidade, e que torna-se evidente perceber que poderia ser diferente caso não estivesse como estava, estariam distantes da zona de risco. Contudo, a história é sempre a mesma: “agora iremos utilizar este exemplo lamentável para que não se repita mais”... blá, blá, blá... acontece que o discurso é politico. A criminosa negociação fiscal é um fato. O descaso municipal é um fato ao quadrado. Todos os municípios estão aquém de cumprirem um discurso. No fundo, há irregularidades por todos os lados. E irregularidade é sinônimo de lucratividade na boca desses “elementos” políticos que fazem da coisa errada sua máquina andar. Se não houver irregularidades como haverá barganhas? Como haverá negociações paralelas que não precisam passar por nenhum relatório que registre um valor de multa justa aplicada a este ou àquele estabelecimento de toda ordem? Porém, a vereda da política tem como paisagem ao redor, cores acinzentadas que combinam com sujeira, ladroagem, e morte.
A negociação dos protegidos públicos que roubam o poder é mais preciosa do que a vida e segurança dos cidadãos. E isso parece não ter fim.
É hora de se construir mais presídios com nenhuma porta de saída ou emergência. Pois temos muitos nos poderes públicos e outros empreendedores, donos de casas e espeluncas com o “Kiss” (beijo) de morte, que possuem poderes próprios capazes de pisotearem a tranquilidade de muitos.
Todos precisam ser presos, a fim de inalarem a fumaça do castigo, da punição e da justiça que deveria lhes afogar.
Deus abençoe e console pais, tios, irmãos e amigos....
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Voto nulo, ou voto posteriormente anulado? - parte 2
Por fim...
Em vésperas de eleição nos municípios brasileiros... o caldeirão ferve!!!
Faltam 3 dias para a eleição... estão todos jogando alguns ingredientes no caldeirão - acreditando que sempre cabe mais uma palavrinha, um encontrozinho, uma conversinha com o grupo "x" ou "y", para reafirmar aquilo que se esgotou de tanto martelar...
Particularmente, sou parte da Igreja Cristã, na sua constituição legal, moral e espiritual, tendo o Cristo como base. E algumas coisas creio, pessoalmente, que não se tem coragem de assumir, como Igreja Cristã:
1- A Igreja do Cristo de Nazaré não apoia nenhuma forma de governo;
2- A mesma Igreja não necessita de apoio de nenhum e qualquer governo (poder público);
3- A Igreja fiscaliza, acompanhando e cobrando o poder público.
Pensando no primeiro item, a Igreja inaugurada por Jesus de Nazaré não tem vínculo que justifique apoiar nenhum tipo de governo, ainda que tal se diga da mesma Igreja de Jesus. O Senhor de Nazaré nunca, mediante as narrativas contidas nos evangelhos, vestiu camisa, manto, túnica, enfim, de nenhuma personalidade do poder - seja religiosa ou política. A relação de Jesus com a sociedade era de uma ação ativa que partia dele mesmo, não se utilizando poderes públicos para falicitar a mensagem do reino de Deus, que se constituiu desfigurado do sistema já vigente, no tempo de Jesus. O interesse de Jesus, legado à sua Igreja, era relativo a promoção da justiça entre os homens, sem que houvesse intermediários. Mas sim, que brotasse (a justiça, ações justas) da própria comunidade para fora de seu ambiente - o sentimento e atitude de ações justas, jorravam do meio da comunidade cristã - assim almejava Jesus...
Pensando no segundo item, a Igreja de Cristo não necessita de apoio ou ajuda de qualquer poder público, uma vez que a mensagem sobre atitudes justas parte da comunidade cristã. É a Igreja de Cristo quem entende e domina o que é melhor para o homem, para o povo. A Igreja de Jesus sabe qual deve ser o sentimento de bem-estar de um ser humano. Os valores do reino de Deus anunciados por Jesus não se apoiam nos discursos de poder, mas deveriam ser tais discursos carentes de propostas vindas da boca do Cristo, ecoadas da boca de sua Igreja. O próprio Jesus sendo julgado dispensou os favores do governador para libertá-lo da prisão, evitando a cruz. Jesus disse que o poder e o domínio da situação vinham de Deus.
Pensando no terceiro item, a Igreja é uma pedra no sapato do poder público. Ela não deveria se fazer de boba, concordante com tudo o que se faz e fala, mas ela deve levantar-se apenas para verificar se as pessoas estão sendo tratadas com respeito e com igualdade. Se tal situação acontece, Deus seja louvado, caso contrário, Deus precisa ser conhecido. Não se tem sentado na mesa para discordar do mal alimento, mas tem-se sentado às mesas para dividir o alimento ruim que o poder público tem oferecido. O profeta Elias não divide, nem compartilha do banquete com os profetas de Baal, no Antigo Testamento, mas aguarda de Deus o alimento justo, tendo autoridade posterior para discordar com quem não se sentou.
Não sejamos comprados por promessas de ajuda, ou por atenção prometida no futuro, mas sejamos frios. Para exigir respeito é necessário impor o mesmo. Sejamos como os profetas bíblicos no Antigo Testamento, que não aceitavam as barbaridades de seus reis, mas denunciavam suas ações e omissões. Imaginemos se tais profetas buscassem alianças com seus próprios reis? A justiça perderia vida, morreria para sempre dando a entender que Deus é indiferente se apenas nossos próprios interesses estão em jogo.
Comunidade evangélica, protestante, católica, não insistam em harmonizar um acorde que nunca seria formado, mas cantem a canção, solando se for possível, para que ao menos, nossas ações não sejam inacabadas.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Voto nulo, ou voto posteriormente anulado?
Existe uma forte campanha em favor do voto nulo, onde o eleitor anula seu voto com o dígito "0". Por outro lado, existe forte movimentação em favor do voto consciente, onde o eleitor escolhe em quem deve votar e o faz.
O problema é quando a gente pára pra pensar. Pensando, constatamos que o voto é obrigatório. Bem, numa sociedade quase que totalmente acomodada, ninguém sairia de casa no domingo para votar. Mas aí é uma questão de educação e formação política que nunca tivemos no Brasil, até porque não tinha ninguém pra ensinar na prática do exemplo - não serve apenas a teoria do caderno - um país não se forma apenas na cartilha, mas no caráter daqueles que colocam suas caras à tapa.
O maior de todos os problemas, ao meu ver, é quando percebemos que não há diferença nenhuma em "voto nulo", no momento do voto, e "voto anulado", quando passados alguns meses e anos, e seu voto não fez a menor diferença. Tive a sensação que meus votos foram sempre anulados. E dizer que é assim mesmo, ao menos faz mesmo que roube, é aceitar que votei no erro intencional - é como se... "vamos barganhar com o ladrão?!", ou: "pode levar moço, mas deixe algo bom, uma lembrança de que passou por aqui!" - falamos ao assaltante. Sim, porque um governante pode cometer erros. Tudo bem, acontece... no entanto, quando o erro torna-se criminal por intenção, daí testifico que meu voto foi anulado, uma vez que apostei no sujeito e ele traiu todo mundo. Tomara que ninguém bata na minha porta para cobrar o por que que eu votei no fulano. Curioso é que os aspirantes aos governos de toda ordem, enchem o peito para garantir segurança aos eleitores, porém, me sinto extremamente inseguro quando tenho que eleger alguém que tirará dinheiro do meu bolso, se fazendo de pessoa honesta. Digamos que estamos tratando de um assalto jurídico - meu dinheiro sai das minhas mãos de forma legalizada, como cumprimento do meu dever citadino. Sou considerado até honesto quando pago tais contas. O problema é que esse meu dinheiro honesto nunca mais é visto, mas escrevem e documentam que foi investido para alguma coisa... apenas me dou conta de que fui roubado, quando o "elemento" aparece na tv, estando ele "de bem com a vida", e defendendo sua inocência perante juízes... ele chora, jura pela mãe, jura pela (b)íblia, por tudo o que há de mais sagrado... outro problema é que não existe nada sagrado nele, tudo é profano... digamos que sou o animal sacrificado em seu ritual pagão...
Ou então, sou um empregador que a cada 4 anos emprego um administrador. Todavia, me dou conta que todos que tenho contratado me trairam. No contrato de trabalho durante os 4 anos, não tive força para despedí-los com justa causa, uma vez que eles se tornaram autoridades acima de mim (até me destratam: lembro-me do prefeito Kassab, em seu recente mandato, xingando seu patrão de vagabundo, porque este patrão-cidadão-eleitor estava exigindo mais médicos). Os empregados viraram a mesa - é a revolução dos bichos. Após 4 anos voltam os mesmos, ou outros com a mesma cara - detalhe: sou obrigado a contratá-los, caso contrário, pago multa, não posso viajar para outro país, não posso prestar concursos públicos, enfim me torno um vagabundo. Desse jeito, então, sou um mal empregador, minha empresa nunca crescerá, e serei sempre roubado por alguns que sorriem pra mim... não acha esse quadro uma insanidade? Uma regra irracional?
Temos então, o voto anulado e o roubo legalizado. Juro que achei que democracia fosse outra coisa...
O supremo tribunal federal, nos dias atuais, nos parece agir com sintomas de heroismo, condenando alguns que já deveriam ter sido condenados. Talvez isso sirva como um limpar com flanela meu voto sujo e anulado. Apenas não sabemos o quanto isso perdurará. Até porque, não aguentamos mais contratar empregados ineficientes e que mexem nas nossas coisas...
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
JAQUELINE RORIZ - a "forca" era pequena para tanta gente junto com ela

Nosso motivo de assunto é a deputada Jaqueline Roriz...
Não sei o que aconteceu com o Brasil. Que a corrupção sempre esteve presente, bem, nunca sentimos sua falta, ela sempre esteve nos acompanhando. No entanto, um dia presenciamos um “impeachment” de um presidente que o próprio povo escolheu. Parecia honesto, expressava confiança, mas não valia seu falso sorriso. Não foi um erro arrancá-lo fora do lugar que ele não merecia. Mas o pior mesmo é hoje. Assistimos inúmeros casos que mereciam impedimentos, mas todos têm sido absolvidos.
Vivemos em um país de absolvição política. Não há argumentos necessários que serviriam de motivo para uma mudança ética na política, principalmente porque tais argumentos necessitariam ser aceitos e praticados por aqueles que possibilitariam a mudança. Muitos que estão envolvidos politicamente em cargos públicos, se dizem, ou provam estar impedidos de falar ou fazer algo que possa resultar em mudanças significativas. Enquanto que a maioria converge pela garantia de absolvição. Afinal, diria qualquer parlamentar, vai que um dia eu precise de absolvição – uma mão suja lava a outra. Ninguém se acusa. O voto é secreto para o “fica” ou para o “sai”. Mediante as câmeras, muitos ficam indignados pela injustiça que favorece o sujeito acusado(a), mas nada importa uma vez que nada vai mudar para eles.
A imunidade parlamentar é a oficialização da droga. É um decreto direto que serve como lei, sem ser medida provisória, relatada abertamente a todo povo brasileiro, que é permitido roubar. Não importa o passado. Antes era criminoso por transitar com dinheiro de fonte ilícita; hoje, sendo deputado(a), é parte do ofício. Ou seja, para roubar no Brasil é necessário oficializar-se. Tem que ter carteirinha, credencial, voto popular. Precisa de carro oficial, de assessores, escritório representativo, enfim, corrupção no Brasil é coisa séria, tem que ter organização e representatividade, ainda que forjada, mas tem que ter. Tem que fazer bem feito. Tem que ter licença. É necessário pronunciar lorotas em épocas de campanha política. Em seguida, ser eleito(a) e pronto: agora sim: roube, roube, roube, sem medo, sem constrangimento, sem culpa, sem dúvida se vai para a cadeia ou não. Não! Agora pode! É parlamentar?! Tens imunidade! Existe uma digníssima classe de iguais em seu favor. Uma classe de pessoas que se une em sua maioria, em prol de algo repugnante e vergonhoso que vai contra os valores mais básicos de uma sociedade, seja qual for seu tamanho e mérito, é uma classe extremamente unida. Pois desafiam todo o país. Desafiam os interesses naturais de uma nação, que como todas, não tolera a corrupção – aí estamos falando de outra classe: homens de bem. Aqueles que fazem parte de uma nação e toleram tais atrocidades, são iguais ou piores do que seus corruptores.
No Brasil, para ser ladrão é preciso roubar com seriedade. Tem que ter cadastro. Tem que ser conhecido(a) pelo menos por uma região eleitoreira. Se tiver histórico na família melhor, assim dá-se a entender que a coisa não começou ontem. Mas não se preocupe. Não vai dar em nada. A única desvantagem é que todos irão saber que foi você que roubou. Mas tudo bem... são quatro anos de liberdade incondicional, e todo mundo já esqueceu. Você repete a mesma senha – as lorotas: “precisamos de mais saúde, educação e segurança”, e os mesmos votarão em você.
Até onde isso vai? Isso não é democracia. Os partidos políticos querem ser democratas, socialistas, cristãos, trabalhadores, operários, enfim, mas todo aquele que chega ao podre poder, recebe a capa de imunidade, fica ao lado do Diabo em sua própria demo-cracia.
Será que não sentimos vergonha perante a comunidade internacional, sabendo que todos sabem que o Brasil é um país sem lei? Um país onde, hoje, “a festa é sua, a festa é nossa, é de quem quiser”? Creio que falta mais brio nos brasileiros. Não deveríamos mais aceitar que pessoas impunes respondessem por nós. Precisamos entender que não existe situação e oposição. Todos são opositores aos interesses do povo brasileiro. Não há mais partido de direita ou esquerda, pois estes participam da mesma festa. O brasileiro pobre é um jargão utilizado pelos partidos populares, afim de abocanhar os eleitores de coração solidário. Mas os pobres não fazem parte da agenda de nenhum político neste país; exceto se houver voto em troca. Os interessados expõem a classe pobre do país, segurando-os no colo, sorrindo para eles e com eles, e então, em seguida correm para o parlamento no interesse de defenderem os que assaltam os pobres. Estão sempre juntos brindando suas imunidades.
Seria nobre da parte dos desqualificados deputados, senadores e outros imprestáveis que fingem governar nosso país, que eles ao menos tornassem imunes aqueles que são vítimas dessas brincadeirinhas de esconde-esconde em julgar quem sai da brincadeira ou quem fica... (Voto secreto? Esconder o voto no meio de poucos é um sinal de preservar o revide – ninguém me complica se eu complicar alguém e for revelado)
Na verdade, na brincadeira deles todos ficam, porque a regra do jogo é deles, e ninguém quer perder. Perde quem não participa, mas sustenta essa porcaria desse jogo.
E então? Vêm eleições por aí em 2012 (prefeitos e outros). O direito do voto se enquadra também em não votar. A multa por não comparecer ao local de eleição é pequena, comparada ao prejuízo que dou ao país em apertar o botão com a cara do ladrão. Confesso que atualmente, me sinto muito mais patriota em nem sair de casa no dia da eleição, poupando o país de maiores desgostos, do que perder meu tempo em “escolher” desqualificados – tais não são merecedores de nenhuma atenção minha. Será o meu desfavor ao país.
Pode ser que eu mude até lá. Mas não me sinto representado. O meu ato cívico consiste em preservar e respeitar um ato que deveria ser muito importante, porém, sinto-me um idiota, e formador de quadrilhas em possibilitar mais quatro anos de bandidagem para qualquer que seja. Qualquer que seja que vota em secreto. São dignos de meu maior repúdio, por motivo de respeito que tenho por uma nação brasileira, onde sua maioria luta muito para alcançar muito pouco, mas alcança de cara lavada e não precisa guardar segredo pra ninguém.
Criem vergonha senhores...
quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dia 07 de junho de 2011: o ex-ministro Antonio Palocci, da Casa Civil, no governo da presidente Dilma Roussef, filiada ao partido dos trabalhadores, finalmente se demitiu.
É um exemplo a ser seguido. Parabéns ministro! Por certo, torcemos para que muitos percorram o mesmo trajeto. Que muitos que estão sentados, em pé, presentes ou ausentes de suas sessões parlamentares, nas reuniões de comissões de ética e outras, com seus celulares ligados e entretidos, tenham um fim de igual modo. Afinal, não é fácil para um cidadão brasileiro que às duras penas, trabalha incansavelmente para receber 20 vezes menos o que deveria receber – por longo tempo de vida, e que quando adentra em situação de aposentadoria, a vergonha é devastadora. A liderança política não merece seus liderados, seus votos, sua confiança – mereceria, sim, receber o mesmo que os aposentados.
É um dia marcante, de alegria, de satisfação, pois a pressão popular, que é fruto de canseira do cidadão, e a insistência midiática em correr atrás do ex-ministro – aliás, um dos raros momentos em que a imprensa ajuda em alguma coisa, informando o que realmente importa, colocaram o ex-ministro em saia justa – que cá pra nós: antes que as partes mais íntimas sejam reveladas, é melhor cruzar as pernas, sentar, e não levantar nunca mais.
São momentos de justiça parcial. Ainda não é tudo o que desejamos ver, que aliás, nunca veremos tudo. Os cínicos continuam desfilando. Chamam o povo de vagabundo, prendem trabalhadores que reivindicam um digno salário (salário esse que é negado por um governador qualquer[rrr], que talvez merecesse ser “queimado” em um incêndio moral, destes que fazem se demitir. Enfim, infelizmente não veremos tudo que merecemos ver. No fim do filme o bandido sempre levar a melhor – ficando bem claro que é apenas nessa vida que a impunidade tem voz.
Uma demissão, neste caso, não esconderia nunca o teor da gravidade em ser desonesto. A demissão do ex-ministro não foi um ato de jogar a toalha e admitir que não dá mais; mas foi a confirmação de sua incompetência moral. Cremos que ser ministro da Casa Civil em um país da dimensão do Brasil é algo muito sério. Exige respeito e não desdém. Ninguém é perfeito, mas as imperfeições devem servir de exemplo para expressar limitações e não caráter duvidoso.
Desejamos boa sorte ao ex-ministro, e que a Casa Civil Brasileira não se transforme em Casa da mãe Joana.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Quanto vale um deputado?!

BRASÍLIA - No último dia de votação efetiva na Câmara, o plenário aprovou o projeto de aumento de 61,83% nos salários dos próprios parlamentares, de 133,96% no valor do vencimento do presidente da República e de 148,63% no salário do vice-presidente e dos ministros de Estado. O projeto iguala em R$ 26.723,13 os salários dos deputados, dos senadores, do presidente da República, do vice-presidente da República e dos ministros do Executivo. Esse é o mesmo valor do salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que serve como teto do funcionalismo público.
fonte: Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo
Não faz muito tempo, ouvi a frase que dizia: ”a ditadura tornou os homens iguais – a democracia tornou-os diferentes”. A identidade do ser humano o diferencia dos outros de tal forma que a ditadura não é capaz de igualá-los – graças a Deus que ela não prevaleceu. Em contrapartida, a democracia traz tamanha diferenciação, que é capaz de camuflar a identidade humana. Os bons não desfrutam de seus atributos de bondade – não são recompensados por isso, enquanto os maus fingem serem bons – e são muito bem recompensados por isso.
A verdadeira democracia deveria ser o reflexo do exercício da justiça. Abusar dos direitos é cuspir na justiça, é zombar do valor que há na identidade de uma pessoa, é abraçar a insensatez e copular com a insanidade – total perdição.
Como podemos finalizar o ano de 2010, constatando a ação nefasta de um grupo de senhores e senhoras que, tendo como renda mensal o valor de R$ 16.512,00, reajusta para R$ 26.723,13 como se fora um presente de papai Noel dado a si mesmo – o problema é que somos os contribuintes que possibilitam tal desperdício, e “haja saco” para tamanho presente!
As urnas ainda estão quentes devido a eleição que se passou no mês de outubro. E os eleitos, juntamente, com os que continuamos a sustentar [otimamente bem] mostram para o povo o porquê estão onde estão.
Um deputado que se encontra em um padrão de vida de tal natureza, ou é um cruel ditador-doente, discursando fingidamente para todos que vivemos em uma democracia, ou é um imbecil por não considerar nenhum pouco o padrão de vida da maioria das pessoas a quem deveria representar. É lamentável. É vergonhoso. São senhores e senhoras que possuem o direito de serem bandidos – pois é, no Brasil temos pessoas que gozam do direito de viver na bandidagem, sem experimentar uma “puniçãozinha” se quer Possuem o direito de formarem uma quadrilha. Ladrões que falam bem – mesmo sem pensar, se vestem bem, convencem bem, e por fim, não são presos, afinal, a sociedade deu-lhes a permissão de entrarem nas casas e levarem o que desejassem. Somos roubados com classe, discursivamente, em nome de justificativas das mais idiotas.
Quantos, honestamente, com compromisso e honradez, ganham um salário de R$ 26.713,23? Poucos! Por outro lado, existe uma Câmara de deputados que, aliás, ainda não se mostrou competente e útil o bastante para justificar sua existência, onde temos os que comandam e os que são coniventes com seu próprio beneficio. Sim, porque existem os coniventes. Eles não concordam! Dão entrevista com feições sérias, achando um absurdo tal aumento, mas se elegeram para tal.
Confesso que é um natal triste de se passar. E saber que o menino Jesus nasceu para que todos vivessem bem. O único conforto é que o nascimento de Jesus traz paz aos homens de boa vontade, enquanto que aos que não as tem, igualmente são desprovidos de paz. A paz vinda de Cristo é aquela que sinaliza nossas boas ações. Quanto às más ações, por mais perverso que seja um ser humano, um dia ele não conseguirá fugir de sua adormecida consciência, que um dia irá despertar. Porém, despertará solitária e pesada.
Façam bom proveito, deputados, daquilo que tirastes da boca dos menores. O Deus da justiça não é deputado, não é autoridade legislativa ou executiva nos padrões corruptores como os nossos, mas é Juiz acima da lei, que no fundo mesmo, liberta os oprimidos e executa os opressores.
domingo, 28 de novembro de 2010
Cidade maravilhosa, coração do meu Brasil
O Rio de Janeiro viveu uma sequência absurda de ataques. Pessoas que estavam passando e simplesmente eram forçadas a sairem de seus carros, e assistirem-no "pegar fogo". Foram muitos os ataques, tanto que, todos perderam a paciência, inclusive a secretaria de segurança do Estado do Rio.
O Morro do Alemão - concentração de traficantes, bem como a Vila Cruzeiro, foram moralmente rendidos até aqui... a população do Rio agradece a operação das polícias e forças armadas... afinal, tais ações impuseram certo medo, ou apenas respeito....
Mas fica uma questão: apesar das boas ações policiais, por que demorou tantos anos para ações como estas?!
Muitos morreram, antes do ataque heróico comandado pela Secretaria de Segurança do RJ...
É necessário combater duas violências: a do tráfico, praticada pelo comando dos "loucos" chefões poderosos, e a violência de se "omitir" sobre a situação existente. A secretaria do Estado do RJ, juntamente com o Governo do Estado, foram omissos por muitos anos. E nem mesmo o governo atual, que não sei como convenceram a população em trazê-los de volta ao poder, preocupou-se com a segurança. Agora a situação ficou mais complicada, da mesma forma que a moral do governo também. Daí, o negócio é começar a trabalhar, fazendo valer suas funções.

Para começarmos a acreditar que, de fato, há alguma preocupação do Governo do Estado do RJ, por começar pelo governador, Sr. Cabral, é imprescindível a guerra continuar...
não para matar, mas para que haja rendição...
No entanto, se nada disso adiantar, isso significa que o Morro do Alemão, a Vila Cruzeiro e outros espalhados no RJ, não são verdadeiros inimigos - apenas a população é que continuará sendo vítima de mortes, de perdas de carros etc.
O Morro do Alemão - concentração de traficantes, bem como a Vila Cruzeiro, foram moralmente rendidos até aqui... a população do Rio agradece a operação das polícias e forças armadas... afinal, tais ações impuseram certo medo, ou apenas respeito....
Mas fica uma questão: apesar das boas ações policiais, por que demorou tantos anos para ações como estas?!
Muitos morreram, antes do ataque heróico comandado pela Secretaria de Segurança do RJ...
É necessário combater duas violências: a do tráfico, praticada pelo comando dos "loucos" chefões poderosos, e a violência de se "omitir" sobre a situação existente. A secretaria do Estado do RJ, juntamente com o Governo do Estado, foram omissos por muitos anos. E nem mesmo o governo atual, que não sei como convenceram a população em trazê-los de volta ao poder, preocupou-se com a segurança. Agora a situação ficou mais complicada, da mesma forma que a moral do governo também. Daí, o negócio é começar a trabalhar, fazendo valer suas funções.

Para começarmos a acreditar que, de fato, há alguma preocupação do Governo do Estado do RJ, por começar pelo governador, Sr. Cabral, é imprescindível a guerra continuar...
não para matar, mas para que haja rendição...
No entanto, se nada disso adiantar, isso significa que o Morro do Alemão, a Vila Cruzeiro e outros espalhados no RJ, não são verdadeiros inimigos - apenas a população é que continuará sendo vítima de mortes, de perdas de carros etc.
Assinar:
Postagens (Atom)
